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Luiz Fara Monteiro

Após incidentes com drones em Guarulhos, tecnologia ‘Sentinel’ surge como opção para segurança aérea

Detector passivo da Gohobby já possui a aprovação da Anatel e promete resposta eficaz para monitoramento de drones em tempo real

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Segurança aérea: tecnologia promete detecção de drones em área restrita Wikipedia

O Aeroporto Internacional de Guarulhos teve suas operações interrompidas recentemente após a confirmação de sobrevoos não autorizados de drones próximos às cabeceiras das pistas, onde ocorrem as operações de pousos e decolagens. Um eventual choque entre esses dispositivos e aeronaves pode resultar em uma tragédia. O episódio resultou em atrasos, cancelamentos e no desvio de voos, afetando milhares de passageiros em um dos terminais mais movimentados do país, em pleno feriado de Carnaval.

O incidente reacende um alerta: Por que os aeroportos ainda enfrentam dificuldades para detectar drones, mesmo contando com perímetros fechados e sistemas de monitoramento?


Segundo Adriano Buzaid, fundador e CEO da Gohobby, a tecnologia necessária para esse tipo de monitoramento já está disponível no mercado. “O que falta, muitas vezes, é a decisão de implementar soluções preventivas de forma estruturada e contínua”, afirma o executivo.

Entre essas soluções está o Gohobby Sentinel, detector passivo de drones, aprovado pela Anatel. O equipamento é capaz de identificar múltiplos drones simultaneamente e localizar, em tempo real, tanto a aeronave quanto a posição do operador, sem interferir nos sistemas aeroportuários ou de navegação aérea.


Como forma de demonstrar a eficácia da tecnologia na prática, a Gohobby anunciou que irá disponibilizar, sem custo, cinco dispositivos Sentinel para os primeiros cinco aeroportos brasileiros SB que entrarem em contato com a empresa. O período de testes será de 60 dias, permitindo que os terminais avaliem o uso da tecnologia como aliada da segurança dos voos.

Adriano Buzaid respondeu para o blog as principais dúvidas sobre esta tecnologia.


- Quais são os riscos do uso indevido de drones na aviação civil?

O uso indevido de drones representa um risco significativo à aviação civil, especialmente em áreas próximas a aeroportos e rotas de aproximação e decolagem. Esses equipamentos podem causar colisões com aeronaves, interrupções operacionais, atrasos em voos e riscos diretos à segurança de passageiros e tripulações. Além disso, a simples presença de um drone em área restrita pode levar à paralisação preventiva das operações, gerando impactos econômicos relevantes e comprometendo a confiabilidade do sistema aéreo.


- Quais falhas foram expostas pelo caso de Guarulhos?

O episódio ocorrido no Aeroporto Internacional de Guarulhos evidenciou a dificuldade de detecção precoce de drones, mesmo em ambientes altamente controlados. O caso mostrou que perímetros físicos, câmeras e radares convencionais não são suficientes para identificar drones de pequeno porte, reforçando a necessidade de soluções tecnológicas específicas, contínuas e preventivas para o monitoramento do espaço aéreo de baixa altitude. Além disso, o episódio chamou atenção para a complexidade de localizar o operador do drone, que pode estar posicionado a quilômetros de distância do ponto de sobrevoo, operando de áreas externas ao sítio aeroportuário, o que amplia o desafio de resposta rápida por parte das autoridades.

- O que é o Gohobby Sentinel? E quais os diferenciais?

O Gohobby Sentinel é o primeiro detector de drones desenvolvido e lançado no Brasil com o selo da Gohobby. Trata-se de um dispositivo portátil e inovador que identifica drones e seus controles remotos em tempo real, oferecendo mais segurança, privacidade e proteção para diferentes setores.

Diferenciais:

  • Portabilidade e design compacto.
  • Capacidade de detectar múltiplos drones ao mesmo tempo.
  • Identificação precisa das coordenadas do drone e de seu piloto.
  • Monitoramento em tempo real.
  • Tecnologia acessível e portátil.

- Quais setores podem se beneficiar dessa tecnologia?

O Sentinel é voltado para a proteção de ambientes sensíveis e infraestruturas críticas. Entre os principais segmentos estão:

  • Aeroportos: prevenção de incidentes causados por drones em áreas de tráfego aéreo.
  • Indústrias e plantas fabris: proteção contra espionagem industrial e acesso não autorizado.
  • Portos e fronteiras: monitoramento de áreas estratégicas de segurança nacional.
  • Eventos e estádios: prevenção de sobrevoos indevidos em grandes aglomerações.
  • Órgãos públicos: reforço da privacidade e proteção de dados.
  • Condomínios privados: monitoramento e prevenção de sobrevoos indevidos.

- Como funciona a tecnologia de detecção do Sentinel?

Diferente de radares ativos, o Sentinel opera por meio de detecção passiva, captando os sinais de radiofrequência emitidos pelos drones e seus controles remotos. Essa tecnologia permite identificar até 10 drones simultaneamente, visualizar suas trajetórias e localizar, em tempo real, tanto a posição da aeronave quanto a do operador.

O Sentinel consegue identificar um drone a até 5 km de distância, antes que ele entre na zona crítica de aproximação, além disso, a identificação da localização precisa do drone e do operador dá tempo de reação para a segurança do aeroporto acionar protocolos preventivos. Um exemplo de funcionamento prático, assim que um drone é ligado próximo ao aeroporto, o Sentinel reconhece a emissão do sinal do drone e do rádio controle e gera um alerta em tempo real.

O sistema não emite sinais, não interfere nos sistemas aeroportuários ou de navegação aérea e pode ser utilizado com segurança em ambientes críticos. O equipamento é portátil, cabe na palma da mão e é aprovado pela Anatel.

- Qual é a relevância do Sentinel para o Brasil?

Desenvolvido pela Gohobby, o Sentinel posiciona o Brasil no cenário global de tecnologias de detecção de drones, contribuindo para a soberania tecnológica e para o fortalecimento da segurança em setores como aviação, energia, portos e grandes eventos.

Como demonstração prática, a Gohobby irá disponibilizar cinco dispositivos Sentinel, sem custo, para os primeiros cinco aeroportos brasileiros que entrarem em contato com a empresa, para um período de testes de 60 dias, permitindo a avaliação da tecnologia como aliada direta da segurança dos voos.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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