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Luiz Fara Monteiro

Ataques com drones perto do aeroporto de Dubai agravam caos na aviação do Golfo e Fórmula 1 no Bahrein está ameaçada

Novo fechamento do espaço aéreo no Oriente Médio causa aumento de cancelamentos e custos

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Aeroporto de Dubai registrou novos ataques em seus arredores

Quando parece que as operações de um dos aeroportos mais movimentados do mundo vai se normalizar, novos ataques não só adiam a normalidade como aumentam ainda mais os contratempos de passageiros e os prejuízos das companhias aéreas que atuam no Oriente Médio. Nesta quarta-feira dois drones caíram perto do principal aeroporto de Dubai. Situação semelhante também foi registrada no Bahrein, que evacuou algumas aeronaves enquanto ataques à infraestrutura em todo o Golfo continuavam a interromper o tráfego aéreo, dificultando os esforços para restabelecer os voos, no 12º dia de guerra.

O conflito, de iniciativa dos Estados Unidos e Israel contra o Irã levou a dezenas de milhares de cancelamentos de voos, alterações de rotas e mudanças de horários em todo o mundo, fechando grande parte do espaço aéreo do Oriente Médio – incluindo o do Catar – devido a ameaças de mísseis e drones.


Segundo a Reuters, a situação mergulhou a aviação em sua pior crise desde a pandemia, já que o Aeroporto Internacional de Dubai (DXB), o centro de conexões mais movimentado para passageiros globais, e outros aeroportos regionais são pontos de trânsito cruciais para viagens de longa distância.

O conflito também interrompeu um importante corredor de exportação de petróleo, levando a um aumento acentuado nos preços do combustível de aviação (QAV), elevando as tarifas em algumas rotas e aprofundando a preocupação com um impacto mais amplo na demanda por viagens. O transporte aéreo de cargas, que exige entrega imediata, também foi fortemente afetado.


Destacando os efeitos colaterais do conflito para além do Oriente Médio, o governo do Vietnã alertou que as companhias aéreas nacionais podem correr o risco de sofrer com a escassez de combustível já no próximo mês.

GP do Bahrein de Fórmula 1


O Departamento de Aviação Civil do Bahrein informou na quarta-feira que várias aeronaves da Gulf Air sem passageiros, e alguns aviões de carga, foram realocados para aeroportos alternativos para “garantir a continuidade e a eficiência das operações aéreas” durante a crise. A empresa não forneceu mais detalhes. Os dados de rastreamento do FlightRadar24 mostraram vários jatos de passageiros se deslocando para locais na Arábia Saudita nas últimas 24 horas.

Enquanto isso, a Fórmula 1 se prepara para o possível cancelamento do Grande Prêmio do Bahrein - agendado para 12 de abril no circuito de Sakhir - devido ao agravamento do conflito na região do Golfo. Embora a corrida em Sakhir esteja cada vez mais improvável, os promotores na Arábia Saudita ainda estariam tentando salvar o evento em Jeddah.


Segundo informações que circulam nos bastidores, o cenário mais provável em discussão no meio automobilístico é o cancelamento da corrida no Bahrein caso a estabilidade regional não seja restabelecida a tempo.

O Irã lançou ataques com mísseis e drones contra diversos alvos na região nos últimos dias. Entre os ataques relatados, estão locais no Bahrein e na Arábia Saudita, incluindo a base da Quinta Frota da Marinha dos EUA em Manama e uma refinaria da Aramco na Arábia Saudita. Esta última tem particular relevância para a Fórmula 1, já que a Aramco é uma importante parceira do campeonato e patrocinadora-chave da Aston Martin.

A logística é outro fator importante. Toda a carga para a rodada dupla de abril está programada para ser transportada primeiro para o Bahrein, antes de seguir para a Arábia Saudita. Se o evento no Bahrein não puder acontecer, isso complicaria significativamente o transporte de equipamentos para a corrida seguinte em Jeddah.

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