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Luiz Fara Monteiro

Aumento das passagens aéreas perto da data de embarque pressiona empresas e exige estratégia nas viagens corporativas

Alta de preços em cima da hora impacta orçamento corporativo e reforça necessidade de gestão mais eficiente e previsível

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Compra de passagem corporativa perto do embarque: aumento de custos para empresas Voetur

O aumento no valor das passagens aéreas compradas próximas à data de embarque tem se consolidado como um dos principais desafios para empresas que dependem de viagens corporativas no Brasil. A prática, comum no setor aéreo, está diretamente ligada à lógica de precificação dinâmica, que ajusta os valores conforme a demanda e a proximidade do voo, penalizando especialmente compras de última hora.

Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) indicam que o preço médio das passagens aéreas no Brasil vem apresentando variações relevantes nos últimos anos, influenciadas por fatores como custo do combustível, câmbio e demanda reprimida pós-pandemia. Além disso, estudos do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE) mostram que a inflação de serviços, incluindo transporte aéreo, tem sido uma das mais persistentes no país, impactando diretamente o custo operacional das empresas.


No ambiente corporativo, esse cenário se traduz em menor previsibilidade orçamentária e aumento das despesas não planejadas. Viagens marcadas com pouca antecedência, mudanças de agenda e demandas emergenciais contribuem para elevar significativamente os custos.

“Quando a compra acontece próxima à data do embarque, a empresa perde margem de negociação e previsibilidade. Isso impacta diretamente o orçamento e dificulta o planejamento financeiro. O desafio não é apenas viajar, mas viajar com inteligência”, afirma Humberto Cançado, CEO da Voetur Viagens.


Segundo levantamento da Associação Latino-Americana de Gestão de Eventos e Viagens Corporativas (Alagev), a antecedência média na compra de passagens corporativas ainda é inferior ao ideal em muitas empresas brasileiras, o que contribui para o aumento dos custos. A entidade aponta que compras realizadas com pelo menos 15 a 30 dias de antecedência podem gerar economias significativas.

Além disso, pesquisas de instituições como o Massachusetts Institute of Technology (MIT) e a Universidade de Chicago, que estudam modelos de precificação dinâmica, mostram que os algoritmos das companhias aéreas tendem a elevar os preços conforme a ocupação dos voos aumenta, tornando a antecipação uma estratégia fundamental para redução de custos.


Nesse contexto, empresas têm buscado estruturar políticas internas mais rígidas para viagens corporativas, incentivando planejamento prévio, aprovação antecipada e uso de ferramentas que permitam maior controle sobre reservas.

“Não se trata apenas de cortar custos, mas de estruturar processos. Empresas que adotam políticas claras e contam com apoio de tecnologia conseguem reduzir desperdícios e ganhar eficiência sem comprometer a operação”, completa Cançado.


A adoção de soluções especializadas em gestão de viagens e despesas tem ganhado força como forma de enfrentar esse desafio. Plataformas que integram reservas, políticas corporativas e controle financeiro permitem maior visibilidade sobre os gastos e ajudam empresas a tomar decisões mais estratégicas.

Com o mercado de viagens corporativas movimentando mais de R$ 135 bilhões no Brasil, segundo a FecomercioSP em parceria com a Alagev, o tema ganha relevância crescente nas agendas de CFOs e gestores, que passam a tratar a mobilidade corporativa como uma frente estratégica de eficiência e competitividade.

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