Aviação elétrica entra em fase operacional e de mercado, aponta balanço da BETA
Ano de 2025 marcou avanço da aviação elétrica para além dos testes com conexão estratégica com a Líder Aviação no Brasil

O ano de 2025 marcou um ponto importante para a aviação elétrica no mundo e reposicionou o debate do campo experimental para a operação real. Esse avanço tem reflexos diretos no Brasil por meio da parceria entre a BETA Technologies e a Líder Aviação, maior empresa de aviação executiva da América Latina. Após uma década de desenvolvimento tecnológico e testes controlados, o setor passou a atravessar uma nova fronteira: a da operação em escala, da validação industrial e da consolidação como negócio, movimento que ficou evidente no balanço anual divulgado pela BETA.
Ao longo de 2025, a BETA ampliou significativamente sua presença operacional, com voos realizados em mais de 380 aeroportos, em 10 países e três continentes, incluindo operações em ambientes climáticos extremos, como regiões de neve, calor intenso e áreas desérticas. O período também foi marcado pela entrada em operação da linha de produção, um passo decisivo para comprovar aeronavegabilidade, confiabilidade técnica e processos de manutenção descomplicada, fatores essenciais para qualquer avanço rumo à escala comercial.
Na Europa, a companhia realizou sua primeira entrega internacional de aeronave elétrica, a um grupo norueguês , e iniciou avaliações em centros internacionais dedicados a tecnologias de aviação de baixa emissão de carbono. Esses movimentos sinalizam o início de uma nova etapa, na qual o debate deixa de girar apenas em torno de inovação e passa a incluir certificação, padronização e integração com sistemas já existentes da aviação global.
O ano também teve forte peso simbólico. Em junho, a BETA tornou-se a primeira aeronave elétrica da história a abrir o Paris Air Show, um dos eventos mais relevantes da indústria aeroespacial mundial. Pouco depois, a empresa realizou o primeiro voo elétrico com passageiros, nos Estados Unidos, evidenciando segurança e o potencial de eficiência operacional da tecnologia, com custos energéticos significativamente inferiores aos de aeronaves convencionais em rotas equivalentes.
Além dos avanços técnicos e operacionais, 2025 consolidou a BETA no mercado financeiro. A empresa estreou na Bolsa de Nova York (NYSE), captando mais de US$ 1,1 bilhão em seu IPO, com valuation potencial de US$ 7,44 bilhões. A receita anual alcançou US$ 8,9 milhões, mais que o dobro do registrado no ano anterior, e a companhia foi eleita a número um no ranking TIME’s World’s Top GreenTech Companies of 2025, reforçando sua credibilidade junto a investidores, reguladores e parceiros globais.
No Brasil, esse novo estágio da aviação elétrica tem como elo estratégico a Líder Aviação. A parceria com a BETA conecta o mercado brasileiro ao que há de mais avançado em tecnologias elétricas, híbridas e autônomas, posicionando a Líder como uma das empresas nacionais mais próximas da próxima geração da aviação.
Mais do que acompanhar tendências, a colaboração permite à Líder antecipar debates sobre eficiência operacional, sustentabilidade, segurança e integração tecnológica, preparando o setor para uma transição que tende a ganhar força nos próximos anos. À medida que a aviação elétrica avança do laboratório para o mercado, a presença de operadores experientes e com escala se torna decisiva para transformar inovação em aplicação prática.
O balanço de 2025 da BETA deixa claro que a aviação elétrica entrou em uma fase mais madura, na qual desempenho técnico, viabilidade econômica e credibilidade institucional caminham juntos. Para a Líder Aviação, estar conectada a esse movimento reforça uma estratégia de longo prazo: participar ativamente da construção de soluções mais eficientes, sustentáveis e seguras para o futuro da aviação.
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