Aérea brasileira define banheiro exclusivo para passageiros premium e provoca polêmica
Separação de lavatórios adotada pela LATAM é prática adotada por diversas empresas estrangeiras
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A discussão sobre o uso dos banheiros em aviões voltou ao centro do debate nesta semana após viralizar, nas redes sociais, o relato do executivo Carlos Eduardo Padula.
Em uma publicação no LinkedIn, ele criticou a orientação da LATAM que destina o banheiro dianteiro exclusivamente aos passageiros de voos domésticos que viajam na cabine Premium Economy, classificando a medida como “desrespeitosa” e sem “lógica”.
A repercussão levantou questionamentos sobre diferenciação de serviço e padrões internacionais.
Apesar da polêmica, a prática é comum em companhias aéreas ao redor do mundo, especialmente em aeronaves de corredor único — modelo mais utilizado em voos domésticos, chamados de narrowbody.
Não é de hoje que empresas como Delta, American Airlines, TAP e Air Canada direcionam lavatórios específicos aos clientes que compram produtos premium, visando organizar o fluxo de passageiros, garantir privacidade e manter a coerência com o serviço adquirido.
No Brasil, a LATAM é atualmente a única aérea que oferece a chamada Premium Economy em rotas domésticas. A cabine, consolidada em mercados como Estados Unidos, Canadá, Europa e Ásia, é uma categoria intermediária entre a econômica e a executiva.
Entre os diferenciais estão assentos com maior reclinação ou mais espaço entre fileiras, bloqueio do assento do meio, embarque prioritário e serviço de bordo aprimorado.
Segundo a LATAM declarou ao blog, a separação de lavatórios acompanha a lógica desse modelo. Em nota, a empresa afirma que “segue a prática mundial de uso de toaletes por cabine, garantindo privacidade, organização e a experiência adequada ao produto adquirido pelo cliente, conforme as normas da ANAC e a legislação brasileira aplicável”.
A companhia reforça ainda que “em situações específicas — como atendimento a passageiros com necessidades especiais, emergências ou para equilibrar o fluxo de pessoas a bordo — a tripulação pode autorizar o uso por outros clientes”.
A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) também se pronunciou sobre a polêmica. A agência confirmou não haver irregularidade no procedimento adotado pela LATAM.
O órgão explicou que “a organização do fluxo dentro da cabine, incluindo a definição de quais lavatórios serão utilizados em cada área da aeronave, é uma prática operacional das próprias companhias aéreas, desde que tais procedimentos não contrariem requisitos de segurança nem comprometam a acessibilidade de passageiros, especialmente pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida”.
A agência destacou ainda que as empresas devem informar claramente as condições do serviço.
Com a expansão de produtos intermediários em diferentes mercados, especialistas apontam que companhias aéreas vêm revisando continuamente seus procedimentos internos para ampliar eficiência, conforto e previsibilidade durante o voo.
Nesse contexto, o debate sobre o uso de banheiros reflete uma discussão mais ampla sobre padrão de serviço e adaptação a práticas já consolidadas internacionalmente, além do nível de conhecimento do cidadão médio brasileiro sobre as características mundiais da aviação comercial.
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