Luiz Fara Monteiro Brasil está entre os 10 países mais preparados para táxis aéreos

Brasil está entre os 10 países mais preparados para táxis aéreos

Avanço foi impulsionado em grande parte pela alta nas oportunidades de negócios do país, segundo a KPMG

KPMG: Brasil entre os mais preparados para operações de jatinhos

KPMG: Brasil entre os mais preparados para operações de jatinhos

Anna Zvereva - wikimedia commons

O Brasil apresentou uma melhora significativa no ranking de países mais bem preparados para o mercado de táxis aéreos, saltando da 25º para a 8ª posição entre 2021 e 2022.

O avanço foi impulsionado em grande parte pela alta nas oportunidades de negócios do País identificadas no levantamento, que leva mais em conta a escala e a profundidade do Brasil como um mercado potencial de táxis aéreos. Essa é uma das principais conclusões da pesquisa “Índice de Prontidão do Táxi Aéreo 2022”, da KPMG. Considerando os critérios de aceitação do consumidor, infraestrutura, política e legislação, tecnologia e inovação, a nota do Brasil ficou em 6,70.

“Os táxis aéreos vão revolucionar a mobilidade urbana, mas alguns países estão mais prontos do que outros para isso. Um dos principais desafios das empresas de aviação atualmente está na adequação às tendências que podem moldar a próxima década. Tecnologias como Inteligência Artificial, Big Data, Internet das Coisas, propulsão elétrica, além de fatores como combustíveis sintéticos e de hidrogênio, devem transformar para sempre as operações e os negócios nesse setor”, afirma Márcio Peppe, sócio-líder de Aviação da KPMG no Brasil.

A liderança do ranking ficou com os Estados Unidos (nota 12,17), seguidos de China (8,54), Reino Unido (8,16), França (7,02), Alemanha (6,98), Japão (6,97) e Canadá (6,96). O Brasil, em oitavo lugar, ficou à frente de Austrália (6,69), Singapura (6,65), Coreia do Sul (6,59), Holanda (6,54), Suécia (6,38), Noruega (6,36) e Suíça (6,33).

A pesquisa destacou que, apesar desse mercado oferecer uma grande promessa, a Mobilidade Aérea Avançada (AAM) está necessariamente entrando em uma nova fase, conforme o ciclo inicial da atividade de startups e investidores termina e o trabalho árduo de certificação, entrega e implementação de muitos novos conceitos e modelos para a plena comercialização acontece. Alguns fabricantes de equipamentos originais (OEMs) estão mais avançados que outros nesta corrida pela comercialização e, inevitavelmente, nos próximos anos, muitas empresas jovens surgirão.

O mesmo pode ser dito para as empresas operadoras de vertiportos e AAM que estão surgindo, embora espere-se que elas ocupem o centro das atenções uma vez que vários modelos de OEMs sejam totalmente certificados. Além disso, a publicação aprofunda as oportunidades para companhias aéreas, aeroportos, operadores e parceiros da cadeia de fornecimento com comentários de líderes globais da indústria.

“O Brasil é um mercado grande e tentador, com alta aceitação do consumidor, tecnologia e inovação e oportunidade de negócios, com um mercado de helicópteros desenvolvido e o maior volume de tráfego aéreo da América do Sul. Suas inúmeras cidades congestionadas e extensas apresentam oportunidades ideais para a adoção do táxi aéreo”, pontua Camila Andersen, sócia de Negócios Estratégicos da KPMG no Brasil.

O “Índice de Prontidão do Táxi Aéreo”, da KPMG, ajuda a medir o nível de preparação para a próxima geração de Veículos de Decolagem e Aterragem Vertical (VTOLs) em 60 territórios. É um índice composto que combina 34 métricas individuais em uma única pontuação. As métricas estão dispostas em quatro pilares: aceitação do consumidor; infraestrutura; política e legislação; tecnologia e inovação. O índice permite comparações entre os níveis de preparação dos territórios. A publicação é destinada a organismos públicos e privados que querem compreender os benefícios desta tecnologia e a adequação de diferentes geografias para projetos e investimentos relevantes.

A KPMG é uma rede global de firmas independentes que prestam serviços profissionais de Audit, Tax e Advisory. Estamos presentes em 154 países e territórios, com 200.000 profissionais atuando em firmas-membro em todo o mundo. No Brasil, são aproximadamente 4.000 profissionais, distribuídos em 22 cidades localizadas em 13 Estados e Distrito Federal.

Orientada pelo seu propósito de empoderar a mudança, a KPMG tornou-se uma empresa referência no segmento em que atua. Compartilhamos valor e inspiramos confiança no mercado de capitais e nas comunidades há mais de 100 anos, transformando pessoas e empresas e gerando impactos positivos que contribuem para a realização de mudanças sustentáveis em nossos clientes, governos e sociedade civil.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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