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Luiz Fara Monteiro

Brasileiro já iniciou volta ao mundo solo em monomotor

Projeto prevê 74 mil quilômetros de voo por 45 países em cerca de 150 dias e abre espaço para ações de marca, produção de conteúdo e conexões internacionais

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Volta ao mundo: percurso de 74 mil km por 45 países Samuel Gomes

Um administrador de empresas nascido em Fortaleza, no Ceará, já iniciou uma jornada que pode colocar o Brasil em um capítulo inédito da aviação. Aos 52 anos, o gestor de recursos e piloto cearense deu início, no dia 15 de março de 2026, ao projeto Frotas Pelo Mundo, iniciativa que realiza a primeira volta ao mundo solo de um brasileiro em um avião monomotor cruzando os cinco continentes.

A expedição prevê cerca de 150 dias de viagem, 74 mil quilômetros de percurso e passagem por 45 países, com produção de conteúdo multiplataforma e oportunidades de ativação internacional para empresas parceiras.


Alexandre Frota, administrador formado pela Universidade de Fortaleza e com MBA em Investimentos e Private Banking pelo IBMEC, é o idealizador do Frotas Pelo Mundo, projeto que já está em andamento e acompanha uma rota internacional estruturada. Credenciado pela Comissão de Valores Mobiliários como gestor de recursos e administrador de carteiras, ele reúne certificações como CGA, CFP® e CEA. “O Frotas Pelo Mundo nasceu de um sonho antigo que virou projeto com planejamento e disciplina”, afirma.

A ideia de cruzar o planeta pilotando um monomotor começou como um sonho antigo. O piloto tirou o brevê aos 44 anos e passou a estudar rotas, meteorologia, autonomia de combustível e logística internacional antes de transformar o plano em uma expedição documentada.


A aeronave utilizada é um monomotor experimental preparado para percorrer longas distâncias. “Nasci em Fortaleza, em uma família de classe média, sem privilégios. Tudo o que construí veio de estudo, disciplina e planejamento. Esse projeto mostra que sonhos grandes podem sair do papel quando são tratados como um projeto sério”, afirma.

A jornada também se consolidou como uma plataforma de comunicação. O projeto nasceu como um diário de bordo compartilhado com familiares e amigos e evoluiu para uma iniciativa com equipe dedicada à produção de conteúdo, transmissões ao vivo e cobertura digital contínua durante os voos.


Hoje, a comunidade formada em torno da iniciativa acompanha em tempo real cada etapa da viagem nas redes sociais e em plataformas de vídeo, criando uma audiência interessada nos bastidores da jornada e nas histórias registradas em cada parada da rota.

“Não é apenas sobre voar. É sobre planejamento, disciplina e execução. Quando você trata um sonho como um projeto, ele deixa de ser fantasia e passa a ser um plano com começo, meio e fim”, diz.


O especialista aponta sete estratégias para transformar projetos de aventura em posicionamento de marca

Expedições internacionais e jornadas de grande escala têm sido usadas por empresas como ferramentas de posicionamento e produção de conteúdo. Para organizações interessadas em participar de iniciativas desse tipo, é necessário observar fatores que aumentam o retorno da parceria.

  1. Escolher histórias com autenticidadeProjetos baseados em trajetórias reais tendem a gerar maior conexão com o público.
  2. Avaliar a credibilidade do projetoEmpresas devem analisar experiência do responsável, planejamento técnico e estrutura operacional.
  3. Explorar presença internacionalIniciativas que atravessam vários países permitem ativação de marca em diferentes mercados.
  4. Integrar produção de conteúdo multiplataformaVídeos, transmissões ao vivo e documentários ampliam o alcance da jornada.
  5. Associar a marca a propósitoProjetos que dialogam com educação, cultura ou impacto social costumam gerar maior repercussão.
  6. Avaliar métricas e retorno de mídiaRelatórios de performance digital e clipping ajudam a medir o impacto da parceria.
  7. Planejar gestão de risco e logísticaExpedições internacionais exigem planejamento técnico, rotas seguras e preparação operacional.

Uma história que nasce no Nordeste

Para o piloto cearense, a origem da trajetória é parte essencial da narrativa. “Venho de Fortaleza, de uma família comum, e isso sempre fez parte da minha identidade. Quero mostrar que grandes histórias também podem nascer longe dos grandes centros”, destaca.

Ele resume o propósito da jornada em uma frase que leva durante toda a viagem. “Carrego no peito a bandeira do Brasil e a vontade de provar que pessoas comuns também podem realizar feitos extraordinários quando decidem se preparar para isso”, conclui.

Com a jornada em andamento, o avião que partiu do Nordeste brasileiro já percorre as primeiras etapas da rota e deve cruzar América, Europa, África, Ásia e Oceania, transformando um projeto pessoal em uma expedição de alcance global.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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