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Luiz Fara Monteiro

Cai o segredo de justiça no caso Pandora, desaparecida em conexão da Gol

Donos da cachorrinha oferecem recompensa a quem localizar o pet. Jornalista apela para que a companhia aérea aumente esforços pelas buscas

Luiz Fara Monteiro|Do R7

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Justiça suspende sigilo do caso Pandora
Justiça suspende sigilo do caso Pandora Reprodução

A juíza Cláudia Longobardi Campana cobrou à Gru Airport para que os tutores da cachorrinha Pandora, desaparecida no aeroporto Internacional de Guarulhos em 15 de dezembro, tenham maior acesso às filmagens do aeroporto.

O objetivo é auxiliar os tutores a terem ideia do paradeiro do pet, que estava em trânsito no terminal, durante a conexão de um voo da Gol Linhas Aéreas, de Recife (PE) para Navegantes (SC).


"A GRU airport já tinha sido obrigada a entregar o material, mas estava oferecendo que olhássemos 1 hora por dia as filmagens, o que levaria 23 anos para ver as 9.000 horas gravadas", explicou o advogado Leandro Petraglia, representante do casal que viajava com Pandora.

O pet viajava em uma caixa transportadora no porão da aeronave. 


Na decisão, a Juíza determinou o direito de acesso às filmagens por 8 horas diárias, para que os tutores e o grupo de auxílio nas buscas avaliem as gravações.

A decisão foi tomada na noite da última quarta-feira (19) e hoje (20) os tutores, acompanhados do advogado, já acompanham as filmagens nas instalações do GRU Airport.


A magistrada também retirou o sigilo do processo por entender que a situação acabava por prejudicar o interesse público do caso.

"É uma pequena vitória comparado ao que já tinhamos, mas agora ficou regulamentada a apresentação das câmeras e fixada multas de R$ 15.000,00 por dia se descumprirem", disse Petraglia.


O desaparecimento de Pandora sensibilizou moradores e grupos da região de Guarulhos e São Paulo. A jornalista Lidiane Shayuri, da Record TV, acredita que a cachorrinha possa ter sido avistada próximo ao condomínio onde reside, na Zona Norte de SãoPaulo. Shayuri encomendou 5 mil panfletos e 20 banners com recursos próprios, na tentativa de incentivar pessoas a localizarem Pandora. 

"Acredito que ajuda para a distribuição não vai faltar! Nas redes sociais e no convívio diário encontro muita gente pessimista, mas há pessoas incríveis e com muita empatia. Devo receber todo o material até o fim da semana e entre plantão e vida familiar, pretendo percorrer com ou sem ajuda estabelecimentos como supermercados, comunidades, empresas de motoboy, de gás e outros pontos em uma distancia de aproximadamente 35 quilômetros. O trabalho de formiguinha é pela maior recompensa: ver o Reinaldo e a Pandora juntos de novo", afirmou.

Uma recompensa de R$ 1.000,00 foi oferecida pelos tutores de Pandora para quem localizar a cachorrinha.

Recompensa por Pandora
Recompensa por Pandora Reprodução

A jornalista vai tentar sensibilizar a companhia aérea a somar esforços nas buscas por Pandora.

"Venha Gol, venha e faça a diferença! Não é porque houve erro, que a situação não pode ser melhorada"!

Em comunicado enviado ao Blog em 6 de janeiro, a Gol se pronunciou da seguinte forma:

A GOL se solidariza com o sofrimento do tutor da Pandora. Entendemos a dor de alguém que se

vê subitamente separado de seu animal de estimação e sabemos que os laços de afeto que

desenvolvemos com os pets são algo extremamente importante em nossas vidas. Assim,

lamentamos profundamente o incidente ocorrido, no qual a cachorrinha Pandora escapou da

caixa de transporte durante a conexão entre dois voos.Imediatamente após a constatação deste

triste episódio, passamos a empreender uma série de medidas para, ao mesmo tempo, amparar

e reduzir o sofrimento do tutor do animal, além de acionar diferentes meios para tentar

localizar o paradeiro da Pandora.

Toda a estrutura de hospedagem, alimentação e transporte necessárias para acomodar o

Cliente e sua acompanhante, próximos ao local do incidente e assim facilitar as buscas, foi

providenciada e custeada pela Companhia desde 15 de dezembro de 2021 e, em função de uma

determinação judicial permanecerá assim por mais 30 dias, contados a partir de 5 de janeiro.

Adicionalmente, apesar de declinada pelo Cliente e sua acompanhante, foi disponibilizada a

ambos assistência psicológica profissional.

Em paralelo, a GOL contratou duas empresas especializadas no rastreamento profissional de

cães e outros pets desaparecidos. A primeira delas foi a “Busca Pet” - http://busca.pet/, que

conta com cães farejadores e que atuou incansavelmente desde o primeiro dia até quando foi

possível seguir os rastros que poderiam levar à localização da Pandora (conforme relatou a

própria empresa, depois de alguns dias os rastros foram apagados pelas fortes chuvas). A Busca

Pet está mantida em sobreaviso caso surja qualquer nova pista que possibilite que os serviços

possam ser retomados.

A segunda empresa acionada foi a “Alerta Pet”, que presta serviços de divulgação de casos de

cães perdidos e cuja contratação segue mantida pela GOL até o final de janeiro. Foi feita a

afixação de cartazes ao longo da área em que Pandora poderia ter escapado, bem como nas

redes sociais, em páginas de busca de pets e por anúncios feitos por geolocalização para

Guarulhos e região. Além do auxílio profissional e especializado, a GOL também tem mobilizado

voluntários da própria Companhia nessa busca.

Face a este infeliz incidente, a GOL se mantém aberta a tratativas com o tutor da Pandora

quando ele assim desejar, e se coloca totalmente à disposição para apoiar iniciativas adicionais

que efetivamente possam ajudar a encontrar a cachorra além de buscar reparar materialmente

e moralmente o dano causado.

A Companhia mantém um grupo de trabalho permanente, dedicado a participar de estudos e

fóruns que possam resultar em melhorias contínuas de processos, normas e protocolos. Nos

comprometemos a, à luz desse triste caso, revisar todas as etapas que envolvem o transporte

anual de cerca de 200 mil pets a fim de aprimorá-lo, evitando que situações como essa jamais

possam voltar a acontecer.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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