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Luiz Fara Monteiro

Caminhão que colidiu com jato não possuía localizador que transmitisse sua posição

Investigação apura se apenas os dois controladores presentes na torre seriam suficientes para lidar com o tráfego do aeroporto

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Colisão entre um caminhão de bombeiros e um jato da Air Canada no aeroporto de LaGuardia resultou na morte dos dois pilotos.
  • Investigação do NTSB analisa falhas de segurança que permitiram a entrada do caminhão na pista momentos antes do pouso.
  • Questiona-se se a presença de apenas dois controladores de tráfego aéreos durante a noite é suficiente para lidar com o aumento do tráfego.
  • O acidente levanta preocupações sobre a carga horária e a fadiga dos controladores, em meio a uma escassez da categoria nos EUA.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Avião da Air Canada Express que colidiu com caminhão de bombeiros Shannon Stapleton/Reuters - 23.03.2026

O Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB) confirmou que um, dos dois controladores que estavam de serviço no Aeroporto LaGuardia, autorizou um caminhão de bombeiros a cruzar a pista apenas 12 segundos antes do pouso de um voo da Air Canada, deixando pouco tempo para evitar a colisão que matou os dois pilotos, segundo investigadores americanos.

O NTSB trabalha para determinar qual das muitas camadas de precauções de segurança do aeroporto falhou e permitiu que a viatura dos bombeiros entrasse na pista no final da noite de domingo, quando ocorreu o acidente que resultou na morte dos dois pilotos do jato Bombardier CRJ-9000 da Jazz Aviation que operava em nome da Air Canada.


A investigação apura, entre outros fatores, se a prática de dois controladores de tráfego aéreo em serviço durante a noite é suficiente.

Os investigadores também apuram por que um sistema de alerta de pista não chamou atenção para a possibilidade de uma colisão e se o caminhão de bombeiros ouviu os apelos de última hora do controlador para parar.


O caminhão de bombeiros que colidiu com o jato não possuía um transponder que tivesse transmitido sua localização para o controle de tráfego aéreo.

“Raramente, ou quase nunca, investigamos um acidente grave em que houve apenas uma falha”, disse a presidente do NTSB, Jennifer Homendy.


O comandante Antoine Forest e o primeiro oficial (copiloto) MacKenzie Gunther, que eram baseados no Canadá, morreram e 41 passageiros ficaram feridos quando o avião, que partiu de Montreal e transportava mais de 70 pessoas, colidiu com a viatura.

A maioria dos passageiros conseguiu escapar da aeronave destruída, e uma comissária de bordo, ainda presa ao assento, sobreviveu após ser arremessada a mais de 100 metros na pista.


Os investigadores do NTSB ainda não entrevistaram os bombeiros, que também ficaram feridos, nem descobriram se eles frearam ou desviaram para evitar a colisão.

Os investigadores querem saber mais sobre o papel dos controladores de tráfego aéreo e o que estavam fazendo enquanto lidavam com uma emergência noturna envolvendo outra aeronave — um forte odor relatado na cabine de um jato da United Airlines em fase de decolagem.

Homendy alertou para que não se tirem conclusões precipitadas.

“Eu alertaria contra apontar o dedo para os controladores e dizer que houve distração. Este é um ambiente de trabalho com carga horária intensa”, disse ela.

Ter dois controladores de plantão na torre de controle era típico para um turno noturno, mas já era uma preocupação antiga do NTSB, disse ela. Ambos estavam no início do turno quando o acidente aconteceu.

Gravações de áudio da torre de controle revelaram um controlador admitindo que cometeu um erro momentos após o acidente.

A torre de controle registrou um movimento maior do que o esperado, pois os atrasos nos voos elevaram o número de chegadas e partidas após as 22h para mais do que o dobro do previsto, de acordo com dados da empresa de análise de aviação Cirium.

Aviões estavam pousando a cada poucos minutos, com uma dúzia de voos chegando entre as 23h e o momento do acidente, menos de 40 minutos depois.

Ao mesmo tempo, a torre de controle coordenava a resposta de emergência ao odor incomum, que estava causando mal-estar nos comissários da United.

O acidente pode levantar questões sobre se ter dois controladores no turno da noite é suficiente em grandes aeroportos.

Esse tem sido o mínimo desde 2018, após vários casos de controladores adormecerem enquanto trabalhavam sozinhos.

Os Estados Unidos enfrentam uma escassez de controladores e muitos alegam trabalhar sob fadiga.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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