Logo R7.com
RecordPlus
Luiz Fara Monteiro

Cearense quer ser o primeiro brasileiro a dar a volta ao mundo solo em monomotor

Jornada solo inicia no dia 15 de março em Fortaleza e prevê 74 mil quilômetros, 45 países e cerca de 150 dias de voo com travessia pelos cinco continentes

Luiz Fara Monteiro|Luiz Fara MonteiroOpens in new window

  • Google News

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Alexandre Frota, o "Alex Bacana", planeja dar a volta ao mundo solo em um monomotor, partindo de Fortaleza em 15 de março de 2026.
  • A jornada terá 74 mil quilômetros, passando por 45 países e cinco continentes, com previsão de 150 dias de voo.
  • Frota, de 52 anos, estruturou um planejamento financeiro e técnico rigoroso para garantir a estabilidade da família durante a viagem.
  • Ele busca transmitir aprendizados sobre disciplina, resiliência e planejamento, inspirando outros a perseguirem seus sonhos com responsabilidade.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Alexandre Frota: volta ao mundo em um monomotor Divulgação

Aos 52 anos, o administrador de empresas Alexandre Frota, conhecido como Alex Bacana, decola no dia 15 de março de 2026, de Fortaleza, para realizar a primeira volta ao mundo solo em monomotor feita por um brasileiro.

A partida está prevista para o período da manhã, em horário técnico a ser confirmado conforme condições meteorológicas.


O projeto prevê 74 mil quilômetros de percurso, passagem por 45 países, travessia pelos cinco continentes e cerca de 150 dias de voo, com retorno ao ponto de origem no Brasil.

A ideia começou a ser estruturada em 2022, pouco depois de conquistar o brevê, aos 44 anos. Segundo ele, o plano amadureceu ao longo de mais de uma década até ganhar formato técnico e cronograma operacional.


“A volta ao mundo nasceu como um questionamento pessoal sobre limites e responsabilidade. Eu queria saber até onde poderia ir mantendo método e coerência”, afirma.

'Frotas Pelo Mundo': projeto de alcance internacional Divulgação

Formado em Administração de Empresas pela Universidade de Fortaleza e com MBA em Investimentos e Private Banking pelo IBMEC, Frota é administrador de carteiras credenciado pela CVM.


Ele afirma que aplicou à jornada a mesma lógica utilizada na estruturação de patrimônio e gestão de risco. “O projeto foi tratado como um plano de longo prazo. Houve fase de preparação técnica, organização financeira e definição clara de etapas. Não existe improviso quando se assume uma responsabilidade dessa dimensão”, diz.

Reserva financeira e proteção familiar

Casado e pai de dois filhos, o administrador afirma que só confirmou a data da decolagem após estruturar reserva financeira suficiente para cobrir integralmente o período da viagem.


O planejamento incluiu provisionamento das despesas familiares, organização patrimonial e manutenção das atividades profissionais de forma remota.

“Eu não poderia sair do país por cinco meses sem garantir estabilidade para minha família. A reserva foi construída com antecedência e com margem de segurança”, afirma.

Além da organização financeira, o piloto estruturou seguros internacionais, matriz formal de risco, estudo de performance da aeronave experimental e definição de aeroportos alternativos ao longo da rota, conforme mapa oficial do projeto

Planejamento técnico e origem do projeto

O Frotas Pelo Mundo começou como um diário de bordo compartilhado com familiares e amigos. O que era registro pessoal evoluiu para um projeto estruturado, com equipe de marketing e produção dedicada por seis meses, incluindo série documental, entradas ao vivo e cobertura multiplataforma.

Hoje, a iniciativa reúne milhares de seguidores nas redes sociais. “Com o tempo, entendi que a jornada poderia ter impacto além da realização pessoal. Transformei o sonho em projeto com propósito”, afirma.

A rota inclui passagens por América do Norte, Groenlândia, Islândia, Europa continental, Oriente Médio, Ásia, Oceania e retorno pelas Américas, cruzando cinco continentes antes do pouso final em Fortaleza.

Projeto inclui série documental e cobertura multiplataforma Divulgação

O que busca com a experiência

Para Frota, a volta ao mundo é um experimento de disciplina e maturidade. Ele afirma buscar três aprendizados centrais: fortalecimento da resiliência, ampliação da visão cultural e reafirmação do planejamento como ferramenta de execução.

“No mercado financeiro, você não controla o cenário externo, mas controla sua exposição ao risco. No voo, não controlo o clima, mas controlo o preparo, combustível e alternativa de pouso”, diz.

O projeto também prevê ações educacionais e conexões com organizações internacionais ao longo do percurso. A proposta é impactar jovens, empreendedores e profissionais em fase de transição de carreira.

“Quero mostrar que maturidade não é limite, é ponto de partida. Aos 52 anos, estou iniciando um dos maiores desafios da minha vida. Se essa jornada incentivar alguém a estruturar um sonho com responsabilidade, já terá cumprido seu papel”, afirma.

Com decolagem marcada para 15 de março de 2026, em Fortaleza, o administrador aposta na combinação entre método, preparo técnico e disciplina para completar 74 mil quilômetros sozinho e retornar ao Brasil após cinco continentes no horizonte.

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.