Superaquecimento no motor levou voo a abortar a decolagem em SP, confirma Cenipa
Procedimento interno da companhia aérea apura circunstâncias do incidente registrado em Guarulhos
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O Painel SIPAER, sistema de visualização de dados sobre as ocorrências aeronáuticas da Aviação Civil Brasileira, confirmou que o nível de aquecimento em um dos motores contribuiu para a rejeição de decolagem do voo da LATAM que partiria de Guarulhos para Lisboa, no último domingo (15).
Esse dado técnico foi noticiado pelo blog horas após o incidente. Um procedimento interno da companhia aérea apura ainda o que levou a tripulação a abortar a decolagem depois da velocidade de decisão e da velocidade de rotação, chamadas na aviação de V1 e VR, respectivamente.
Depois da V1, que é uma velocidade calculada pelos pilotos antes da decolagem por fatores que incluem o peso da aeronave, tamanho e temperatura da pista, por exemplo, os aviadores seguem a orientação de decolar, independentemente de eventual imprevisto técnico na aeronave.
A VR, também calculada antes da decolagem, determina o momento em que o piloto puxa o manche ou o comando lateral de manobras (sidestick) e inicia o movimento que começa a tirar a aeronave do solo. Durante a rejeição da decolagem, o Boeing da LATAM estava a 330 km/h (178 nós).
De acordo com informações apuradas pelo blog, o parâmetro de temperatura no motor número 1, localizado do lado esquerdo do jato, possibilitava a decolagem em segurança do Boeing 777-300ER, que operava o voo LA8146.
Aeronaves bimotoras como o triplo 7 têm capacidade para voar normalmente com apenas um motor, em caso de emergência, especialmente o 777, que opera com um dos motores mais potentes da aviação comercial. O empuxo chega a 115.000 libras, o equivalente a 165.000 cavalos de potência.
O procedimento da LATAM irá levantar todo o funcionamento da aeronave, sua manutenção, os parâmetros e cálculos inseridos no Sistema de Gerenciamento de Informações de Voo (AIMS - Airplane Information Management System).
A comunicação entre os pilotos também será avaliada. A tripulação era composta por dois comandantes e um primeiro-oficial, chamado de copiloto.
O blog também apurou que o copiloto era o “Pilot Flying”, ou seja, o responsável pelas manobras do Boeing 777. O comandante seria o “Pilot Monitoring”, que monitora as comunicações via rádio e supervisiona os parâmetros de voo indicados no painel. Ambos os profissionais possuem a mesma qualificação para pilotar a aeronave.
A aeronave da LATAM, matrícula PT-MUH, partia para Lisboa e iniciou a corrida de decolagem pela pista 10L de Guarulhos. Em nota, a companhia informou na ocasião que o procedimento foi efetuado em total segurança e de acordo com o protocolo previsto para esse tipo de situação. A companhia ofereceu assistência aos clientes e reforçou que a segurança é prioridade em suas operações.
Hoje, em nota, a LATAM enviou a seguinte manifestação:
"A LATAM Airlines Brasil colabora integralmente com o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) na investigação sobre o evento ocorrido com o voo LA8146 (Guarulhos-Lisboa) em 15 de fevereiro de 2026."
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