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Luiz Fara Monteiro

Superaquecimento no motor levou voo a abortar a decolagem em SP, confirma Cenipa

Procedimento interno da companhia aérea apura circunstâncias do incidente registrado em Guarulhos

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Incidente no voo da LATAM que partia de Guarulhos para Lisboa foi causado por superaquecimento no motor.
  • A decolagem foi abortada após atingir a velocidade de decisão (V1) e a velocidade de rotação (VR).
  • A companhia aérea está realizando um procedimento interno para investigar as circunstâncias do incidente.
  • A segurança dos passageiros foi mantida e a LATAM reforçou seu compromisso com protocolos de segurança.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Boeing 777-300ER da LATAM: rejeição de decolagem Reprodução redes sociais

O Painel SIPAER, sistema de visualização de dados sobre as ocorrências aeronáuticas da Aviação Civil Brasileira, confirmou que o nível de aquecimento em um dos motores contribuiu para a rejeição de decolagem do voo da LATAM que partiria de Guarulhos para Lisboa, no último domingo (15).

Esse dado técnico foi noticiado pelo blog horas após o incidente. Um procedimento interno da companhia aérea apura ainda o que levou a tripulação a abortar a decolagem depois da velocidade de decisão e da velocidade de rotação, chamadas na aviação de V1 e VR, respectivamente.


Depois da V1, que é uma velocidade calculada pelos pilotos antes da decolagem por fatores que incluem o peso da aeronave, tamanho e temperatura da pista, por exemplo, os aviadores seguem a orientação de decolar, independentemente de eventual imprevisto técnico na aeronave.

A VR, também calculada antes da decolagem, determina o momento em que o piloto puxa o manche ou o comando lateral de manobras (sidestick) e inicia o movimento que começa a tirar a aeronave do solo. Durante a rejeição da decolagem, o Boeing da LATAM estava a 330 km/h (178 nós).


De acordo com informações apuradas pelo blog, o parâmetro de temperatura no motor número 1, localizado do lado esquerdo do jato, possibilitava a decolagem em segurança do Boeing 777-300ER, que operava o voo LA8146.

Aeronaves bimotoras como o triplo 7 têm capacidade para voar normalmente com apenas um motor, em caso de emergência, especialmente o 777, que opera com um dos motores mais potentes da aviação comercial. O empuxo chega a 115.000 libras, o equivalente a 165.000 cavalos de potência.


O procedimento da LATAM irá levantar todo o funcionamento da aeronave, sua manutenção, os parâmetros e cálculos inseridos no Sistema de Gerenciamento de Informações de Voo (AIMS - Airplane Information Management System).

A comunicação entre os pilotos também será avaliada. A tripulação era composta por dois comandantes e um primeiro-oficial, chamado de copiloto.


O blog também apurou que o copiloto era o “Pilot Flying”, ou seja, o responsável pelas manobras do Boeing 777. O comandante seria o “Pilot Monitoring”, que monitora as comunicações via rádio e supervisiona os parâmetros de voo indicados no painel. Ambos os profissionais possuem a mesma qualificação para pilotar a aeronave.

A aeronave da LATAM, matrícula PT-MUH, partia para Lisboa e iniciou a corrida de decolagem pela pista 10L de Guarulhos. Em nota, a companhia informou na ocasião que o procedimento foi efetuado em total segurança e de acordo com o protocolo previsto para esse tipo de situação. A companhia ofereceu assistência aos clientes e reforçou que a segurança é prioridade em suas operações.

Hoje, em nota, a LATAM enviou a seguinte manifestação:

"A LATAM Airlines Brasil colabora integralmente com o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) na investigação sobre o evento ocorrido com o voo LA8146 (Guarulhos-Lisboa) em 15 de fevereiro de 2026."

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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