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Luiz Fara Monteiro

Compartilhamento de aviões atrai empresários e empreendedores

Cliente pode adquirir uma cota da aeronave, que lhe dá direito a um número determinado de horas de voo por ano, de acordo com a própria necessidade. Redução no custo de operação e manutenção pode chegar a 50%  

Luiz Fara Monteiro|Do R7

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Empresários e empreendedores apostam na aviação executiva
Empresários e empreendedores apostam na aviação executiva Divulgação Solojet

Com a pandemia, muitos empresários e empreendedores descobriram as comodidades da aviação executiva e agora não querem abrir mão do conforto e do ganho de produtividade que voar em uma aeronave privada representa no dia a dia. Por isso, o compartilhamento vem se consolidando como uma alternativa muito atraente e adaptada às necessidades atuais.

“O cliente adquire uma cota, uma parte da aeronave, que lhe dá direito a um número x de horas de voo por ano, de acordo com a própria necessidade. Só assim não vai ficar no chão quando precisar voar e nem fazer um investimento maior que o necessário, dando a ele mais liberdade de capital para aplicar onde desejar”, disse Marcelo Orsolini, responsável pela área de vendas da Solojet, empresa de aviação que lançou no ano passado o Solojet Shares e conversou com o Blog.


A empresa possui três jatos modelo Hawker 400 na frota do programa de compartilhamento de aeronaves, o que aumenta a disponibilidade para os cotistas usarem quando precisam voar. Ser cotista é possuir parte de uma aeronave, sob medida para as necessidades de horas de voo ao longo de um ano e o mais importante, reduzindo custos.

Mas a grande vantagem do compartilhamento, na visão de Marcelo, é que com a frota de aeronaves compartilhadas sob o gerenciamento da Solojet, o cliente tem mais alternativas para voar quando precisa. “Mais até do que se fosse dono da própria aeronave, pois quando o seu avião não pode voar porque está em manutenção, nas férias da tripulação ou quando estão em treinamento, por exemplo, é possível usar outro da frota e garantir o atendimento ao cotista”, revela Orsolini.


O compartilhamento de aeronaves é muito usado nos Estados Unidos, mas só passou a ser possível no país e seguro, do ponto de vista jurídico e operacional, a partir de 2021 quando houve uma alteração na legislação. “Nossa empresa disponibilizou um modelo moderno de compartilhamento e optamos por uma aeronave com melhor custo-benefício, ajustado para atender o mercado brasileiro.”

Entre as principais vantagens do compartilhamento frente ao fretamento e a propriedade exclusiva, Orsolini destaca também a redução de 32 a 50% do custo de operação e manutenção. Lembrando que no fretamento a hora voada tem o custo mais alto de todos. 


Os cotistas não teriam custos variáveis, como o seguro da aeronave, hangaragem, simulador para treinamento de pilotos e atualização de carta de navegação, entre outros.

"O cotista nao vai ter supresa, vai ter previsibilidade. Vai saber quanto vai gastar por mês e por hora de voo. É muito mais cômodo porque o gerenciamento é nosso", diz Orsolini.


Nessa nova área de negócios, a empresa optou por um modelo de aeronave de excelente custo-benefício, o Hawker 400, que transporta até 8 passageiros e tem a cabine mais confortável e espaçosa da categoria (305 pés cúbicos). As cotas de 25% da propriedade iniciam a partir de US$ 430 mil.

"A única preocupação do cotista será a de se acomodar na aeronave e voar para fechar um negócio ou realizar um passeio", resume Marcelo Orsolini.

O compartilhamento de aeronaves existe há mais de 20 anos e é um sucesso em diversos países do mundo, em especial nos Estados Unidos, pois permite que os custos de aquisição e as despesas da aeronave sejam divididos, mantendo a alta taxa de disponibilidade da aeronave. No compartilhamento de aeronaves, o proprietário só paga sozinho os custos operacionais dos próprios voos. E conta, também, com suporte de gerenciamento e manutenção, ou seja, não é preciso se preocupar com nada.

Outra vantagem do Hawker 400 é sua performance e, devido ao teto operacional de 45 mil pés, e altitude de cabine de 8.000 pés, proporciona voos muito mais confortáveis e com menor turbulência. O modelo atinge velocidade máxima de 450 nós / 833 km/h e tem alcance máximo de 1400 milhas náuticas / 2.592 km. Ou seja, pode ir de São Paulo até Recife sem escalas, por exemplo.

A Solojet Aviação é uma empresa no segmento de aviação executiva e atua com serviços de hangaragem, atendimento, gerenciamento de aeronaves, manutenção, revitalização de interiores, compra e venda de aeronaves. Representa ainda marcas como a Raisbeck Engineering e a Blackhawk Modifications, que oferece kits para upgrades aerodinâmicos e de motores para King Air. A base da empresa fica no Aeroporto de Jundiaí.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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