Cuba alerta companhias aéreas sobre falta de combustível para aviões no país
Crise energética se agrava na ilha. Aéreas americanas, espanholas, panamenhas e mexicanas deverão ser as mais afetadas
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Com intensa movimentação no setor de turismo, especialmente, Cuba enfrenta uma situação que pode comprometer a logística do transporte aéreo na região.
O país alertou as companhias aéreas internacionais de que ficará sem combustível de aviação a partir desta segunda-feira, agravando uma crise energética que, além dos transportes, afeta os serviços públicos e a atividade econômica — e que agora ameaça prejudicar ainda mais o turismo, uma das principais fontes de divisas da ilha.
A escassez deve durar cerca de 1 mês. Autoridades aeronáuticas da ilha indicaram que os terminais de Havana, Varadero, Santa Clara, Hoguín, Santiago de Cuba e Cayo Coco devem ser afetados.
A agência EFE, citando fontes oficiais, informou que as companhias aéreas com maior probabilidade de serem afetadas incluem as americanas, espanholas, panamenhas e mexicanas, embora as empresas ainda não tenham divulgado publicamente detalhes sobre como lidarão com possíveis interrupções, como reduções ou cancelamentos de voos.

O alerta sobre a escassez de combustível de aviação surge na sequência de outras medidas de emergência no setor turístico. As autoridades já fecharam alguns hotéis e realocaram turistas, numa tentativa de consolidar as operações e reduzir o consumo de energia durante a alta temporada.
Especialistas do setor afirmam que a restrição no fornecimento de combustível de aviação pode rapidamente resultar em menos lugares disponíveis, maior incerteza operacional e uma queda mais acentuada no número de turistas.
Companhias aéreas foram informadas sobre a falta de combustível por meio de um NOTAM, do inglês Notice to Air Missions (aviso aos aeronavegantes), documento oficial emitido por autoridades aeronáuticas que informa pilotos e operadores sobre condições temporárias, alterações, alerta nos aeroportos ou procedimentos no espaço aéreo.
A crise de combustíveis se desenrola em meio à crescente pressão dos EUA sobre o fornecimento vital de energia para Cuba.
Uma reportagem da Reuters descreveu a implementação, por Cuba, de um plano de contingência que inclui racionamento de combustível, ampliação do trabalho remoto e redução de serviços, enquanto Havana atribui a deterioração da situação às restrições externas que afetam o fornecimento de petróleo e derivados.
Autoridades cubanas têm repetidamente atribuído a escassez — incluindo de diesel e outros combustíveis — ao aperto do “cerco” americano.
O turismo, que proporciona importantes entradas de divisas, está particularmente vulnerável a uma interrupção repentina na conectividade aérea, informa o Merco Press.
Nos últimos anos, as estatísticas oficiais têm mostrado que as chegadas de turistas estão abaixo das metas governamentais e que a recuperação em comparação com os níveis pré-pandemia é fraca, o que agrava a pressão sobre as finanças públicas e as importações.
A escassez de combustível provocou apagões mais longos e cortes forçados em redes de transporte e serviços estatais.
Com o combustível de aviação agora em falta, a crise ameaça atingir a principal porta de entrada para visitantes do país: os voos internacionais.
✅Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp













