Delta registra prejuízo de US$ 500 milhões com apagão cibernético
Aérea cancelou mais de 4.000 voos após a interrupção que deixou milhares de sistemas da Microsoft offline no mundo todo

O CEO da Delta Airlines, Ed Bastian, disse que a grande interrupção de TI no início deste mês, que deixou milhares de clientes presos, custará US$ 500 milhões, o equivalente a R$ 2,8 bilhões.
Bastian disse que o número é representativo não apenas da receita perdida, mas “das dezenas de milhões de dólares por dia em indenizações e hotéis” ao longo de um período de cinco dias.
A companhia aérea cancelou mais de 4.000 voos após a interrupção, que foi causada por uma atualização de software CrowdStrike malfeita e deixou milhares de sistemas Microsoft ao redor do mundo offline. A empresa teve que reiniciar manualmente 40.000 servidores, disse Bastian.
Outras companhias aéreas se recuperaram mais rapidamente, e as interrupções em cascata e a resposta dos clientes da Delta desencadearam uma investigação pelo Departamento de Transporte dos EUA, informa reportagem da CNBC.
Bastian, falando de Paris, para onde viajou na semana passada, disse ao programa " Squawk Box " da CNBC na quarta-feira que a transportadora buscaria indenização pelas interrupções, acrescentando: “Não temos escolha”.
Até agora, a CrowdStrike não fez nenhuma oferta para ajudar a Delta financeiramente, acrescentou Bastian, além de oferecer consultoria gratuita sobre como lidar com as consequências da interrupção.
A Delta contratou na segunda-feira o proeminente advogado David Boies para buscar indenização tanto da CrowdStrike quanto da Microsoft. Boies é conhecido por representar o governo dos EUA em seu histórico caso antitruste contra a Microsoft.
As interrupções de voos foram um colapso raro para a transportadora que se comercializa como uma companhia aérea premium com classificações de lucratividade e pontualidade entre as transportadoras dos EUA.
“Temos que proteger nossos acionistas. Temos que proteger nossos clientes, nossos funcionários, dos danos, não apenas do custo disso, mas da marca, dos danos à reputação e do canal físico”, disse Bastian.














