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Luiz Fara Monteiro

Demanda por carga aérea cresce 5,6% em janeiro de 2026

Comércio global de bens cresceu 4,9% na comparação anual em dezembro de 2025

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A capacidade, medida em toneladas-quilômetro de carga disponíveis aumentou 3,6% em relação a janeiro de 2025 Lucas Batista

A Associação de Transporte Aéreo Internacional (IATA) divulgou dados de janeiro de 2026 sobre os mercados globais de carga aérea, mostrando que:

A demanda total, medida em toneladas-quilômetro de carga (CTK), cresceu 5,6% em comparação com janeiro de 2025 (+7,2% nas operações internacionais).


A capacidade, medida em toneladas-quilômetro de carga disponíveis (ACTK), aumentou 3,6% em relação a janeiro de 2025 (+5,7% nas operações internacionais).

“A demanda por carga aérea teve um início robusto em 2026, registrando crescimento de 5,6% na comparação anual em janeiro. Em nível regional, o cenário é mais polarizado. Transportadoras da África, Oriente Médio, Ásia-Pacífico e Europa reportaram crescimento acima da média global. Em contraste, as transportadoras das Américas registraram retração agregada.


“A resiliência da carga aérea continuará sendo testada nos próximos meses. Além das incertezas já persistentes relacionadas à evolução das políticas comerciais dos Estados Unidos, o início de hostilidades no Oriente Médio também deve pesar fortemente sobre as cadeias globais de suprimentos. Abordar esses temas dará ainda mais importância às discussões no próximo World Cargo Symposium, que acontecerá em Lima, no Peru (10 a 12 de março de 2026), onde o fortalecimento da adaptabilidade e da eficiência da carga aérea por meio da digitalização e de outras medidas será um dos principais focos”, afirmou Willie Walsh, diretor-geral da IATA.

Alguns fatores do ambiente operacional devem ser observados:


O comércio global de bens cresceu 4,9% na comparação anual em dezembro de 2025.

Os preços do combustível de aviação caíram 6,5% na comparação anual em janeiro.


O sentimento da indústria manufatureira global melhorou em janeiro, com o Índice de Gerentes de Compras (PMI) global superando o patamar de expansão de 50 pontos e atingindo 51,8, o nível mais alto em mais de um ano e meio. O PMI de novos pedidos de exportação subiu para 49,9, ligeiramente abaixo do limiar de crescimento, mas o maior nível em 10 meses, refletindo um crescimento industrial misto, porém cautelosamente otimista.

Desempenho regional em janeiro

As companhias aéreas da Ásia-Pacífico apresentaram crescimento de 7,8% na demanda por carga aérea, mantendo-se como o principal motor da expansão do setor. A capacidade aumentou 3,3% na comparação anual.

As transportadoras da América do Norte registraram uma queda de 0,5% na demanda, na comparação anual. Foi a única região com redução de capacidade, com recuo de 0,2%.

As companhias aéreas da Europa tiveram aumento de 6,9% na demanda e uma alta de 4,9% na capacidade em janeiro, comparado ao mesmo período do ano anterior.

As transportadoras do Oriente Médio apresentaram um crescimento de 9,3% na demanda em janeiro, na comparação anual. A capacidade avançou 9,9%, a maior alta entre todas as regiões.

Já as companhias aéreas da América Latina e Caribe registraram uma queda de 2,0% na demanda em janeiro - o pior desempenho regional. A capacidade, porém, cresceu 2,3% na comparação anual.

Companhias aéreas da África tiveram alta de 18,2% na demanda em janeiro - o crescimento mais forte entre todas as regiões. A capacidade aumentou 6,5% na comparação anual.

Crescimento das rotas comerciais

Os volumes de carga aérea em janeiro de 2026 cresceram na maioria dos principais corredores comerciais, com uma notável exceção da rota Ásia–América do Norte.

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