Desemprego em baixa e maior renda das famílias fazem turismo nacional crescer 5,8% em 2025, diz Fecomercio
Setor fatura R$ 228,1 bilhões, estimulado pelo transporte aéreo, que bateu recorde de passageiros

O Turismo nacional encerrou 2025 com alta de 5,8% em relação ao ano anterior. O setor faturou R$ 228,1 bilhões no período, conquistando mais um recorde, de acordo com levantamento daFederação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).A menor taxa de desemprego e o avanço da renda dos trabalhadores ampliaram o acesso ao crédito das famílias, variável fundamental para o setor. Além disso, a economia, que manteve ritmo de expansão pouco acima de 2%, estimulou o ambiente de negócios e as viagens corporativas pelo País.Apesar do resultado positivo, a FecomercioSP chama a atenção para a desaceleração do setor no segundo semestre. Enquanto, na primeira metade do ano, o crescimento foi de 7%, entre julho e dezembro a alta foi de 4,8%.
Ainda assim, a expectativa é de que a renda familiar aquecida e a economia com previsão de crescimento em 2026, somadas à redução dos juros a partir de março, levem a um crescimento moderado na primeira parte do ano e a uma variação mais forte no segundo semestre. A projeção para 2026 é de que o Turismo fature R$ 237 bilhões, crescimento estimado de quase 4%.Aéreas puxam resultado; alojamento e alimentação avançamDe acordo com o levantamento mensal da Federação, realizado com base nos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o transporte aéreo foi o segmento que mais contribuiu para o resultado em termos absolutos. A atividade cresceu 9% e faturou quase R$ 60 bilhões. Segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), houve recorde no número de passageiros transportados em 2025: 130 milhões, um aumento de 9,4% em relação a 2024.Outro destaque do ano foi o segmento de alojamento, que faturou R$ 28 bilhões, com alta anual de 9,5%. Uma das razões para esse crescimento foi o aumento da taxa de ocupação, que, segundo o Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (Fohb), avançou 2,1%. Por outro lado, a pressão sobre os preços também contribuiu para o resultado, com a diária média mensal subindo 10,5%, o que levou a receita por quarto disponível (RevPAR) a crescer 12,8%.
A alimentação, por sua vez, cresceu 5,8%, somando R$ 35,4 bilhões em faturamento. De acordo com a FecomercioSP, o resultado provavelmente se deve aos gastos realizados por turistas, principalmente na primeira parte do ano. Além disso, a inflação mais elevada dos alimentos gerou encarecimento de preços repassado aos consumidores.Por fim, as agências de viagens e operadoras turísticas registraram aumento de 4,7% e faturamento de R$ 17,1 bilhões.As demais altas foram observadas no transporte rodoviário de passageiros (4,1%), na locação de meios de transporte (3,5%), no transporte aquaviário (1,8%) e nas atividades culturais, recreativas e esportivas (0,2%).
Estado gaúcho registra maior alta; São Paulo mantém liderança nacionalEm 2025, o Estado que mais cresceu em faturamento foi o Rio Grande do Sul, com alta de 12,3%. Segundo a FecomercioSP, o resultado reflete especialmente a recuperação após as enchentes que atingiram a região em 2024. Na sequência, aparecem Amazonas, com crescimento de 11,1%; Espírito Santo, com elevação de 9,3%; e Bahia, com alta de 9,1%.O Estado de São Paulo fechou o ano com faturamento de R$ 57,4 bilhões, um crescimento de 4%, novo recorde histórico e participação de 34% no valor total do Turismo nacional.Nota metodológicaO estudo se baseia nas informações da Pesquisa Anual de Serviços, mediante dados atualizados com as variações da Pesquisa Mensal de Serviços, ambas do IBGE. Os valores são corrigidos mensalmente pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), e foram escolhidas as atividades que têm relação total ou parcial com o turismo. Para as que têm relação parcial, foram utilizados dados de emprego ou de entidades específicas para realizar uma aproximação da participação do setor no total. Em relação aos dados regionais, a base continua sendo a PAS, mas foi adotado um procedimento estatístico distinto, de uso da proporcionalidade nacional, para encontrar a receita das atividades nos Estados e, na sequência, uma estimativa setorial para se chegar na receita operacional líquida. Embora foram feitas estimativas segmentadas, a divulgação ficará restrita ao total, pois o objetivo é obter uma dimensão geral do setor e acompanhar o desempenho mensal. A correção monetária é feita pelo IPCA, e não pelo índice específico, tal como ocorre no volume de serviços, no IBGE. O total do faturamento das UFs não coincide com o total nacional do levantamento da FecomercioSP, por não contabilizar o setor aéreo. Pelo fato de não haver clareza sobre como o instituto trabalha o dado de transporte aéreo de passageiro, optou-se por não usar neste momento. Quando houver uma indicação mais clara, haverá, certamente, uma atualização. Embora possam existir diferenças na magnitude das variações entre as fontes, as tendências observadas permanecem semelhantes.
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