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Luiz Fara Monteiro

FlySafair encerra greve e retoma voos na África do Sul

Aérea e sindicato que representa os pilotos assinam acordo que põe fim à paralisação de 12 dias

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FlySafair: fim da greve após 12 dias de paralisação Bob Adams via Wikimedia Commons

Fim da agonia de para passageiros que dependem das operações da principal companhia aérea sul-africana. Os pilotos da FlySafair retornaram ao trabalho após o que foi considerado a mais longa greve de pilotos na história da África do Su. A disputa que durou 12 dias envolveu questões como carga horária, salários e condições de trabalho. A companhia responde por 60% da capacidade de assentos domésticos da África do Sul e transporta uma média de 30 mil passageiros em 174 voos diários. Dos 300 pilotos da aérea, 210 são sindicalizados

O avanço ocorreu quando a companhia aérea e a Solidarity, o sindicato que representa os pilotos em greve, assinaram um acordo formal facilitado pela Comissão de Conciliação, Mediação e Arbitragem.


“Após 12 dias de greve e paralisação dos pilotos da FlySafair, um acordo finalmente foi alcançado por meio do acordo proposto pela CCMA”, disse Gideon du Plessis, secretário-geral da Solidariedade.

A resolução põe fim a semanas de tensão que resultaram em voos cancelados, confusão pública e críticas crescentes de ambos os lados.


“Não há vencedores neste processo”, disse Helgard Cronjé, secretário-geral adjunto da Solidariedade, que confirmou que ambas as partes aceitaram a proposta liderada pela CCMA como o meio-termo mais próximo possível.

Um ponto-chave de discórdia era o sistema de escalas da FlySafair, que, segundo os pilotos, permitia à gerência ajustar arbitrariamente os horários usando “regras flexíveis” vagas.


O novo acordo introduz regras fixas de agendamento, eliminando essa discrição.

O sistema da companhia aérea, segundo a empresa, estava alinhado aos padrões internacionais e permitia que os pilotos recebessem escalas completas até o dia 20 do mês anterior, com um mercado para facilitar as trocas de funções.


No entanto, a Solidarity alegou que a falta de previsibilidade na programação atrapalhava a vida pessoal dos pilotos, impedia-os de sair devido à escassez de pessoal e levantava preocupações com a segurança.

No entanto, o acordo final agora garante aos pilotos pelo menos um fim de semana de folga de 60 horas a cada seis semanas, totalizando um mínimo de nove fins de semana de folga por ano.

Eles também receberão pelo menos 10 dias de folga por mês. Os pilotos que precisarem trabalhar em dias de folga programados poderão recuperar esse tempo no mês seguinte.

A África do Sul, com mais de 63 milhões de habitantes, é um dos países mais desenvolvidos da África e movimenta grande parte do turismo no continente. No Brasil, duas companhias operam voos regulares para destinos como Joanesburgo e Cidade do Cabo, a partir do aeroporto internacional de São Paulo, em Guarulhos: LATAM e South African Airways.

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