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Luiz Fara Monteiro

Fortalecimento das políticas de inclusão pode aumentar em 20 milhões número de passageiros de avião no Brasil nos próximos 5 anos, prevê aéreas

Abear aposta em redução de custos para reincluir classe C na aviação e projeta 140 milhões de passageiros transportados até 2030. Esse ano, número deve chegar a 121 milhões

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Abear: fortalecimento das políticas de inclusão da classe C no setor aéreo Inframerica

A Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas) lançou nesta terça-feira (19) o novo posicionamento de sua marca, que traduz o compromisso de buscar um novo ciclo virtuoso da aviação brasileira. A associação defende o fortalecimento das políticas de inclusão da classe C no setor aéreo para que o país consiga atingir 140 milhões de passageiros transportados por ano até 2030.

O evento contou com a presença do secretário-executivo do Ministério de Portos e Aeroportos, Tomé Franca; o presidente da Embratur, Marcelo Freixo; o presidente da CNT (Confederação Nacional do Transporte), Vander Costa; entre outras autoridades, além do presidente da Abear, Juliano Noman, e dos CEOS das companhias aéreas Azul, John Rodgerson; Gol, Celso Ferrer; e Latam, Jerome Cadier.


Em sua fala na cerimônia, o secretário Tomé Franca destacou os sucessivos recordes que o setor vem apresentando, como o de passageiros transportados no primeiro semestre de 2025, que superou os níveis de 2019, último ano antes da pandemia. “A curva de crescimento do setor, que acompanha o crescimento do país, vem mostrando que estamos no caminho certo. Um novo ciclo para o ambiente de turismo, de crescimento do transporte com o maior número de concessões já feito nesse país. Este ano esperamos um número de passageiros transportados de 121 milhões e não temos dúvida de que esse número será ultrapassado”, disse Franca.

Já o presidente da Embratur, Marcelo Freixo, afirmou que, no ano passado, 6,7 milhões de turistas internacionais foram registrados, o maior número já registrado. Segundo Freixo, esses turistas geraram ao país um ganho de US$ 7,3 bilhões. “Não há possibilidade de um turismo minimamente qualificado, chegando aos números que a gente quer chegar, se não tiver companheirismo, cumplicidade e relação de trabalho com as companhias aéreas. É uma atividade fundamental para o século 21.”


Para o presidente da Abear, Juliano Noman, o mercado brasileiro tem potencial para um segundo ciclo virtuoso, com o transporte de 140 milhões de passageiros por ano até 2030. Mas, para isso, é preciso atacar uma agenda de custos, alinhando as políticas públicas aos esforços de democratização da aviação.

“Além da segurança, nossa obsessão é a agenda de redução de custos. Nosso objetivo é propor o debate de soluções que apontem para a melhora do ambiente de negócios e o aumento da competitividade das empresas brasileiras”, afirmou. “A judicialização, por exemplo, deve bater recorde em 2025, representando mais de R$ 1 bilhão em custos para as companhias. Temos que endereçar essa agenda que não reflete os altos indicadores de pontualidade e regularidade do transporte aéreo brasileiro.”


Retomada pós-pandemia e crescimento do setor

O posicionamento da nova marca acontece no mesmo momento em que o país começa a superar o número de passageiros transportados em 2019, último ano antes da pandemia. No primeiro semestre de 2025, o setor registrou 61,8 milhões de passageiros ante 57,4 milhões no mesmo período de 2019.


O número também representa um crescimento de 10% em relação ao mesmo período do ano passado, com 6 milhões de passageiros a mais. Os dados fazem parte do Panorama Abear com base em números da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). “Esses números mostram que estamos, de fato, virando a página da crise sanitária em termos de demanda”, afirmou Noman “Mas ainda enfrentamos desafios financeiros importantes nas companhias aéreas, que precisam de um ambiente mais sustentável para operar.”

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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