Fórum ALTA destaca a contribuição da aviação para o crescimento socioeconômico da América Latina
Com 250% mais passageiros do que nos últimos 20 anos, a aviação na América Latina e no Caribe está provando ser um ator fundamental no desenvolvimento regional

Com 250% mais passageiros do que nos últimos 20 anos, a aviação na América Latina e no Caribe está provando ser um ator fundamental no desenvolvimento regional. No ALTA AGM & Airlines Leaders Forum, especialistas discutiram como a conectividade aérea pode transformar regiões inteiras, impulsionando o comércio, o turismo e a criação de empregos.Beatriz Guille, Diretora Global de Vendas da Península Ibérica, explicou que a empresa vê o grande potencial da LAC e está comprometida com o crescimento deste mercado. Antes da pandemia, cerca de 20% das pessoas que viajavam num voo da Iberia vinham da América Latina e, depois da pandemia, esse número situa-se entre os 55%. É uma região em constante crescimento e onde continuaremos a investir”, afirmou Guile.A aviação é também um pilar essencial para o desenvolvimento económico da Colômbia. Gilberto Salcedo, vice-presidente da Procolombia, informou que mais de seis milhões de visitantes estrangeiros chegaram ao país em 2024, injetando nove bilhões de dólares na economia, dos quais três bilhões impactam diretamente a economia local. “Isso reafirma o nosso propósito, com um aumento de 15% no número de visitantes no primeiro semestre e um crescimento contínuo de 9% até setembro, posicionando a Colômbia como o segundo país com maior taxa de crescimento”, explicou Salcedo.Olga Ramírez, presidente da Ordem dos Advogados de Direito Aeronáutico (CADA), reiterou que a aviação é um meio para o desenvolvimento de outras indústrias e que deve continuar no caminho da liberalização, que tem demonstrado resultados reais e concretos. Mauricio Sana, CEO da Flybondi, concordou que regulamentações adequadas e inteligentes são essenciais para a prosperidade do setor. “A aviação na Argentina desempenha um papel crucial além do turismo, representando 8% do PIB da região e promovendo o desenvolvimento. Não só liga destinos, mas também facilita a mobilidade económica e o avanço social”, disse Sana.O Ministro do Turismo do Equador, Mateo Julián Estrella Durán, enfatizou a importância de rever as políticas fiscais para aumentar a competitividade do setor. “Mantemos uma agenda contínua com a indústria para desenvolver iniciativas que ampliem a conectividade e promovam a sustentabilidade. Usamos dados do setor como referência e o índice de competitividade da ALTA nos mostrou que poderíamos melhorar as taxas. Após a redução, observamos um aumento no número de passageiros”, comentou Durán.Tiago Sousa Pereira, diretor-presidente da ANAC Brasil, também destacou a necessidade de um sistema regulatório que favoreça a inovação. “Estamos focados em ajustar a nossa regulação, priorizando a segurança e promovendo iniciativas como céu aberto, para harmonizar os padrões de segurança com as autoridades regionais”, explicou.Para Alan Viana, sócio do escritório MJ Alves Burle Viana, a palavra-chave para a relação indústria-governo é educação e comunicação. “A aviação é um setor complexo, que exige entendimento para que o Estado não interfira, gerando mais custos ou limitando lucros. Precisamos que este equilíbrio esteja bem estabelecido para garantir negócios aéreos saudáveis e sustentáveis, pois sem ele setores como o turismo e até a saúde pública serão afetados.”Marcelo Guaranys, sócio do Demarest Advogados, comentou os esforços que o Brasil tem feito para promover a competitividade. “Nos últimos 15 a 20 anos, procurámos aumentar a concorrência e reduzir a regulação económica no sector aéreo. Mudamos a legislação, criamos a Agência Nacional de Aviação Civil e adotamos medidas como a cobrança de bagagem e a eliminação do limite de capital estrangeiro, tudo com o objetivo de atrair mais companhias aéreas, principalmente companhias aéreas de baixo custo.”A conectividade aérea, como sublinharam os líderes presentes, é essencial para o fortalecimento das economias emergentes e para o cumprimento dos objetivos sustentáveis. No entanto, para que o sector continue a crescer, é essencial um ambiente regulatório que equilibre segurança, inovação e competitividade.
Sobre ALTA
A ALTA é uma associação privada sem fins lucrativos que atende ao setor aéreo e cujo objetivo é desenvolver uma aviação mais segura, eficiente e sustentável na América Latina e no Caribe. A ALTA coordena esforços colaborativos ao longo de toda a cadeia de valor, maximizando o impacto que a aviação tem no crescimento económico e social da região em benefício da indústria, das nações e das populações servidas pelo transporte aéreo.
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