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Luiz Fara Monteiro

França quer processar Air Algerie depois que país africano se recusou a receber cidadão argelino deportado

Imigração francesa colocou o passageiro em um voo para Argel, que se recusou a admiti-lo

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Air Algerie no meio de uma crise diplomática franco-argelina Sebastien Mortier / Wikimedia Commons

A França acusou o governo da Argélia de violar acordos legais ao se recusar a aceitar um cidadão argelino expulso do território francês por múltiplas infrações. Em retaliação, o Ministro do Interior francês Bruno Retailleau alertou sobre possíveis sanções contra a companhia aérea nacional da Argélia, Air Algerie.


“Está claro que foi uma tentativa da Argélia de humilhar a França”, resumiu Retailleau.

Ao transportar cidadãos argelinos em situação irregular por via aérea, a companhia Air Algerie agora exige passes consulares (LPC - laissez-passer consulaires), mesmo quando os indivíduos programados para embarque possuam documentos de identidade válidos. Uma exigência inédita, que de acordo com o governo de Paris, contraria os atuais acordos franco-argelinos, que estipulam que a simples apresentação de um documento de identidade válido é suficiente para a expulsão.


O deportado é um influenciador que foi preso na cidade de Montpellier no domingo sob acusações de incitação à violência em vídeos que ele postou nas redes sociais. Autoridades de imigração francesas o colocaram em um voo para Argel na quinta-feira, mas a Argélia se recusou a admiti-lo, dizendo que o passageiro estava proibido de entrar em seu território. Ele foi finalmente enviado de volta para a França naquela noite, disse o Ministério do Interior francês.

A polícia francesa prendeu nos últimos dias quatro cidadãos argelinos descritos pelas autoridades como influenciadores de mídia social acusados de postar vídeos incitando a violência.


As prisões em Montpellier, no sul da França, e outras duas na cidade alpina de Grenoble e na cidade portuária de Brest, no oeste do país, ocorrem em meio a uma nova turbulência no relacionamento, muitas vezes complicado, entre a França e a Argélia, que se livrou do domínio francês em 1962, após uma guerra brutal.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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