Incidentes técnicos da Air India, como vazamentos de combustível, atingem o maior nível, diz agência
Companhia aérea enfrenta investigação após acidente fatal e falhas de segurança

A companhia aérea que enfrentou um acidente fatal em 12 de junho do ano passado segue nos holofotes por questões relacionadas à segurança. A agência Reuters aponta agora em reportagem exclusiva uma série de ocorrências que fazem questionar a manutenção da companhia. Incidentes técnicos, como vazamentos de óleo do motor e combustível que afetaram voos da Air India, atingiram seu nível mais alto em pelo menos 14 meses em janeiro, segundo um documento da empresa, evidenciando a crescente pressão sobre os planos de modernização da companhia aérea.
A segunda maior companhia aérea da Índia está sob escrutínio do órgão regulador de segurança do país desde a tragédia do ano passado, quando 260 pessoas morreram durante a decolagem de um Boeing 787-8 Dreamliner, que operava o voo 171, partindo do Aeroporto Internacional Sardar Vallabhbhai Patel em Ahmedabad, Índia, com destino ao Aeroporto de Gatwick, em Londres, no Reino Unido. Desde então, a empresa relatou diversas falhas de segurança e, em dezembro, admitiu a “necessidade de melhorias urgentes na disciplina de processos, comunicação e cultura de conformidade.
Em janeiro, a Air India registrou 1,09 incidentes técnicos por 1.000 voos, quadruplicando em relação aos 0,26 registrados em dezembro de 2024, segundo um documento analisado pela Reuters que a companhia aérea apresentou ao governo indiano em fevereiro. Dados anteriores não foram fornecidos.
Segundo o documento, que não é público, a Air India operou mais de 17.500 voos em janeiro e registrou 23 incidentes técnicos em seus voos internacionais e domésticos. Pelo menos 21 desses incidentes foram investigados formalmente pela companhia aérea.
“Melhorias sistêmicas estão sendo introduzidas em todas as operações de voo, treinamento, qualidade de engenharia e supervisão de procedimentos para evitar recorrências”, diz o documento da Air India.
Em comunicado à Reuters, a companhia aérea afirmou ter implementado um “programa abrangente para fortalecer a confiabilidade técnica” em todas as suas operações e aumentado seu estoque de peças de reposição críticas em mais de 30% para melhorar a disponibilidade das aeronaves e reduzir as interrupções operacionais.
A Air India acrescentou que também fez investimentos de capital significativos em infraestrutura de engenharia e ferramentas para reforçar suas operações técnicas.
O Ministério da Aviação Civil da Índia não respondeu às perguntas da Reuters.
O documento forneceu apenas comparações seletivas com as normas globais da indústria aérea, com base em dados que não são de domínio público, e não continha informações sobre a subsidiária de baixo custo da companhia aérea, a Air India Express.
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