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Luiz Fara Monteiro

Itália envia navio da Marinha para apoiar embarcações de ajuda humanitária em Gaza após ataque de drones

Ainda não há confirmação sobre a autoria dos ataques

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Itália enviou navio da Marinha para apoiar embarcações de ajuda humanitária atacadas por drones em águas internacionais perto da Grécia.
  • A Flotilha Global Sumud, com cerca de 50 barcos, tentava romper o bloqueio israelense em Gaza e teve 11 embarcações impactadas pelo ataque.
  • O ministro da Defesa italiano condenou o incidente e ordenou a fragata Fasan para possíveis operações de resgate e proteção dos cidadãos italianos.
  • Israel mantém sua posição contra a flotilha, reiterando que não permitirá a entrada de navios em uma zona de combate ativa e estimulando o envio de ajuda por meio de portos israelenses.

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Drone de ataque Wikipedia

Um grupo internacional de embarcações de auxílio humanitário que tentava entregar ajuda a Gaza afirmou nesta quarta-feira (24) que foi atacado durante a noite por drones em águas internacionais perto da Grécia, levando a Itália a enviar um navio da Marinha para ajudá-lo.

A Flotilha Global Sumud está usando cerca de 50 barcos civis para tentar romper o bloqueio naval israelense em Gaza, com muitos advogados e ativistas a bordo, incluindo a ativista climática sueca Greta Thunberg, informa a Reuters.


Os navios foram atacados por 12 drones em águas internacionais a 30 milhas náuticas (56 km) da ilha grega de Gavdos, disse Marikaiti Stasinou, porta-voz da Marcha para Gaza Grécia, que faz parte da flotilha.

Todos os passageiros estão seguros depois que drones explodiram sobre os navios, ela disse à Reuters.


A GSF disse que o ataque afetou 11 embarcações e culpou Israel e seus aliados por “explosões, drones não identificados e bloqueios de comunicações”, afirmando que não seria intimidada e continuaria a navegar.

Já o ministro da Defesa italiano, Guido Crosetto, afirmou em comunicado que o comboio marítimo foi alvo de “autores ainda não identificados”. Ele expressou a “mais veemente condenação” do incidente.


Ele ordenou que a fragata multiuso italiana Fasan, que navegava anteriormente ao norte de Creta, se dirigisse à flotilha “para possíveis operações de resgate”, com foco principalmente em cidadãos italianos.

O GSF apelou a outras nações para que “garantissem e facilitassem uma proteção eficaz, incluindo (com) escolta marítima, observadores diplomáticos credenciados e uma presença estatal protetora evidente. A Itália deu agora um primeiro passo nessa direção”.


Israel criticou repetidamente a flotilha, acusando seus ativistas de cumplicidade com o grupo militante Hamas.

Na quarta-feira, o Ministério das Relações Exteriores repetiu o convite para que a flotilha lançasse ajuda humanitária em um porto israelense, deixando a cargo das autoridades israelenses levá-la a Gaza, ou então enfrentariam consequências.

“Israel não permitirá que navios entrem em uma zona de combate ativa e não permitirá nenhuma violação do bloqueio naval legal”, disse um comunicado do ministério.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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