‘Jumbo’ doado pelo Catar aos EUA entra em operação nos próximos meses como o novo Air Force One
Modelo 747-8i BBJ foi doado pela Família Real do Catar à Casa Branca em negociação intermediada pelo presidente Trump
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Não é todo dia que se ganha um presente de meio bilhão de dólares. A Casa Branca sabe disso e deve fazer uso do “mimo” oferecido pelo Catar aos Estados Unidos. Nos próximos meses, o presidente Donald Trump poderá começar a voar no “Jumbo” que vem sendo convertido às exigências e especificações da Força Aérea dos EUA para que a aeronave opere como um Air Force One, nome dado a qualquer avião que transporte o presidente do país.
“A Força Aérea mantém o compromisso de agilizar a entrega da aeronave de transporte presidencial VC-25, com previsão de entrega até o verão de 2026”, disse um porta-voz da Força Aérea na quarta-feira (21), confirmando uma reportagem do The Wall Street Journal .
Quando a USAF fala em agilidade, há nas entrelinhas uma tentativa dos militares em acalmar o presidente Trump que, não é de hoje, reclama publicamente sobre a demora da fabricante em entregar o novo Boeing 747-8i, adquirido pelo governo americano. Previsto para entrar em operação em 2024, a nova data indicada pela Boeing ficou entre 2027 e 2028.
O avião presenteado pelo Catar, que vem sendo adaptado pela empresa americana de tecnologia L3 Harris — contratada pelo Departamento de Defesa — terá uma operação intermediária entre a aposentadoria dos atuais Air Force One, modelo 747-200 fabricados há 35 anos, e a chegada dos modelos que vem sendo trabalhados pela Boeing, que serão identificados como VC-25B, substituindo os atuais VC-25A.
A doação do “Jumbo” do Catar ocorreu no primeiro semestre do ano passado, pela família real do país ao presidente Trump como um gesto de “gratidão”. A aeronave não pôde entrar em serviço imediatamente pois o Pentágono precisou providenciar a adaptação para o jato servir como Força Aérea Um. Além disso, uma longa e detalhada inspeção de segurança foi feita, como, por exemplo, sobre a presença de eventuais dispositivos de espionagem implantados na aeronave.
Quando partia para a Suíça na terça-feira (20), o atual Air Force One teve que retornar menos de uma hora após decolar da Base Aérea Conjunta de Andrews, devido a um “pequeno problema elétrico”. O presidente Trump então trocou para um avião menor, um Boeing 757, chamado de C-32A, antes de atravessar o Atlântico e seguir para o Fórum Econômico Mundial, em Davos.
Em certo momento do incidente, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, chegou a brincar dizendo que o jato do Catar parecia “muito melhor”.
✅Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp













