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Luiz Fara Monteiro

Ricaços pagam mais de R$ 1 milhão para fretar jatinhos e escapar da guerra no Oriente Médio

Roteiro inclui longas travessias de fronteira, comboios de SUVs e voos fretados

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Samuel Leeds, investidor britânico, fretou um jato para retornar ao Reino Unido após um drone cair perto de sua mansão em Dubai.
  • Ele pagou R$ 1,1 milhão e enfrentou críticas nas redes sociais por mostrar sua fuga luxuosa.
  • Outros ricos na região também estão optando por voos fretados e comboios de SUVs para escapar do conflito no Oriente Médio.
  • Voos privados agora representam quase um terço das partidas do aeroporto de Omã, com altas tarifas devido à demanda.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O milionário Samuel Leeds com a família: voo de R$ 1 milhão Reprodução/Instagram/@samuelleeds

Um investidor imobiliário britânico afirma ter pago o equivalente a R$ 1,1 milhão (£150.000) para fretar um jato particular de volta à Inglaterra depois que um drone militar caiu perto de sua mansão de sete quartos em Dubai.

Samuel Leeds retornou ao Reino Unido na quarta-feira (4) após testemunhar destroços de um drone iraniano caírem “como uma tempestade de granizo” em sua propriedade à beira-mar, enquanto estava com seus filhos em Palm Jumeirah na noite do último sábado. A informação foi publicada na edição desta sexta-feira (6) do jornal britânico The Independent.


“Eu e meus filhos estávamos em casa. Ouvimos uma explosão e os destroços começaram a cair”, disse o pai de quatro filhos com idades entre um e oito anos. “Foi perturbador, especialmente com crianças pequenas, ver mísseis sobrevoando nossa casa.”

Leeds atraiu críticas nas redes sociais após publicar fotos de sua viagem milionária.


“Se você tem dinheiro, sair dos Emirados Árabes Unidos não é realmente um problema”, disse Leeds em uma série de postagens no X, juntamente com fotos dele e da família de seu irmão a bordo.

O caso de Leeds não é isolado. Desde o início do conflito no último fim de semana, endinheirados da região se dispuseram a viver “uma aventura” para escapar das ameaças de bombardeios.


O roteiro inclui longas travessias de fronteira, comboios de SUVs e voos fretados de jatos particulares ao custo de centenas de milhares de dólares. A mídia local informa que os voos privados para a fuga da guerra representam agora quase um terço de todas as partidas do principal aeroporto de Omã.

A FlightRadar24, uma plataforma de rastreamento de voos em tempo real, informou que, embora Omã continue sendo um centro “vital” para voos de evacuação e repatriação, os voos privados representaram 31% das operações na quarta-feira no Aeroporto Internacional de Mascate.


Terminais na Arábia Saudita também registram uma grande quantidade de operações com jatinhos de luxo desde o início da semana.

Fontes familiarizadas com o assunto dizem que empresas de segurança privada têm fretado frotas de SUVs para levar pessoas na viagem de 10 horas de Dubai a Riad, na Arábia Saudita, onde há voos particulares disponíveis.

A clientela que está deixando a região é composta por uma mistura de altos executivos de empresas financeiras globais e viajantes ricos que estão na região a negócios ou em férias.

O golfista Jon Rahm, bicampeão de torneios Major, foi apenas um dos ricos que providenciaram voos em meio à turbulência. Rahm organizou um voo fretado através de sua parceria com a VistaJet, uma empresa de aviação privada, para transportar os sete golfistas do LIV e um caddie que estavam retidos em Omã para Hong Kong depois que seus voos foram cancelados. Após mais de quatro horas de viagem de carro até Omã, a tripulação voou para Hong Kong.

Um porta-voz da Air Charter Service, empresa que atua como intermediária global para jatos particulares e transporte de carga, disse à Fox Business que a empresa organizou mais de 10 voos de evacuação, com outros programados, principalmente partindo de Omã, com passageiros que desejam fugir de Dubai.

Voos de jato de pequeno porte de Muscat, Omã, para Istambul, na Turquia, estão sendo vendidos por um mínimo de meio milhão de reais (US$ 95.000), segundo a Forbes, que afirmou que o preço é cerca do dobro da tarifa normal. A publicação acrescentou que a mesma rota em jatos de grande porte pode custar até R$ 740.000,00, ou US$ 140.000.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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