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Luiz Fara Monteiro

Músico tumultua voo e pilotos são suspensos por avançar com a aeronave sobre o artista

Tripulantes cometeram grave violação dos protocolos de segurança operacional no Aeroporto Internacional em Abuja, na Nigéria

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KWAM 1, de roupa bege, agachado, escapa de ser atingido pela aeronave depois de protagonizar confusão Reprodução vídeo

Funcionários do Aeroporto Internacional Nnamdi Azikiwe, em Abuja, na Nigéria, e um conhecido artista local escaparam de ser atingidos pela asa de um jato regional Bombardier CRJ-900 depois que os pilotos avançaram com a aeronave pelo pátio, ignorando a presença do grupo.

De acordo com a mídia local, tudo começou quando um dos passageiros VIP do voo, o músico nigeriano K1 De Ultimate, popularmente conhecido como KWAM 1, foi visto bebendo de uma garrafa térmica. O artista foi abordado por um comissário, que suspeitou que o conteúdo era álcool — substância proibida em voos na Nigéria.


O tripulante pediu ao músico que entregasse o frasco. KWAM 1 se opôs, alegando que o conteúdo era de um medicamento prescrito por seu médico. À medida em que os ânimos se exaltavam, KWAM 1 teria derramado a substância em funcionários da companhia aérea. A discussão começou na porta do avião da ValueJet, matrícula 5N-BXS, e foi evoluindo para a frente da aeronave.

Em um outro vídeo publicado pelo The Cable, funcionários da companhia aérea podem ser vistos pedindo ao artista da Fuji para deixar a frente da aeronave enquanto o piloto e a equipe de solo se preparavam para a decolagem. Sem acordo entre os envolvidos, os pilotos então dão potência nos motores e avançam com o avião sobre o grupo, incluindo KWAM 1.


A Autoridade de Aviação Civil da Nigéria (NCAA) confirmou que recebeu relatos da grave violação dos protocolos de segurança da aviação envolvendo o voo da ValueJet na última terça-feira (5). A Autoridade de Aeroportos Federais da Nigéria (FAAN) teria confirmado que KWAM 1 derramou álcool na equipe de aviação quando eles tentavam verificar o conteúdo do frasco. Mais tarde, o cantor argumentou que a substância em seu cantil era “água potável” dada a ele no saguão do aeroporto enquanto aguardava o embarque, e “não álcool”.

Ainda de acordo com as conclusões preliminares, o piloto iniciou os procedimentos de decolagem da área designada sem obter a autorização prévia obrigatória. Essa ação comprometeu a segurança do pessoal de terra e de outros usuários do aeroporto, além de infringir tanto os regulamentos nacionais de aviação civil quanto os padrões internacionais de segurança.


Em resposta, a NCAA tomou medidas imediatas, suspendendo as licenças tanto do piloto quanto do copiloto. A suspensão permanece em vigor enquanto aguarda o resultado de uma investigação completa sobre o incidente.


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