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Luiz Fara Monteiro

Petróleo em alta pressiona aviação e exige planejamento para viagens aéreas

Escalada das tensões no Oriente Médio eleva custos do setor aéreo e deve provocar reajustes nas passagens

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A valorização do petróleo acima de US$ 100 aumenta os custos no setor aéreo devido às tensões no Oriente Médio.
  • Companhias aéreas enfrentam margens de lucro reduzidas, tornando difícil absorver o aumento dos preços do combustível.
  • Reajustes graduais nas tarifas de passagens são esperados, impactando a organização de viagens pessoais e de negócios.
  • Planejamento antecipado nas compras de passagens é essencial para controlar despesas em um cenário de preços elevados.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Tensão no Oriente Médio pressiona aviação Unsplash via Maya

A valorização do petróleo no mercado internacional, em meio ao agravamento das tensões no Oriente Médio, volta a pressionar um dos principais custos da aviação e acende um sinal de alerta para empresas e passageiros.

Com o barril acima de US$ 100 e a instabilidade geopolítica afetando expectativas sobre oferta de energia, o setor aéreo passa a conviver com um ambiente de maior incerteza, em que combustíveis mais caros tendem a impactar diretamente a operação das companhias e o preço final das passagens.


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Além do impacto direto sobre o querosene de aviação, o momento também aumenta a cautela de empresas e passageiros diante da possibilidade de reajustes graduais nas tarifas.

Em um contexto de margens apertadas, a combinação entre petróleo elevado, custos dolarizados e pressão internacional tende a exigir respostas rápidas das companhias aéreas e mais estratégia por parte de quem depende do transporte aéreo para manter agendas de viagens pessoais ou de negócios.


Para Luiz Moura, especialista em turismo corporativo e cofundador da VOLL, maior plataforma de gestão de viagens corporativas da América Latina, o repasse da alta do petróleo para o preço das passagens é um movimento praticamente inevitável se o valor dele continuar em patamares elevados.

“Em média, cerca de 30% dos custos da aviação estão relacionados ao combustível. Quando esse insumo sobe no mercado internacional, as companhias aéreas passam a ter pouquíssimo espaço para absorver esse aumento, porque operam com margens muito baixas”, afirma.


Segundo ele, a rentabilidade estreita do setor limita reações mais flexíveis diante da alta de custos.

“A margem de uma companhia aérea é muito pequena, perto de 3% a 6%, segundo a McKinsey. É um grande desafio reduzir essa já limitada rentabilidade para compensar a alta do principal insumo da operação. Como consequência, o custo da passagem tende a subir gradualmente, à medida que o preço do barril continua pressionado”, diz.


Moura observa que esse cenário também pode afetar o comportamento das empresas na organização de viagens futuras. “Quando existe a expectativa de aumento de preços, muitos negócios passam a rever o timing de eventos, encontros e deslocamentos de equipes, especialmente em viagens de grupo.

Isso pode levar a postergação, reprogramação e, em alguns casos, até cancelamentos, por pressão orçamentária”, explica.

Na avaliação do executivo, o momento não é para ficar pessimista, mas para se preparar com estratégia.

“A palavra de ordem, nesse contexto, é planejamento. Se a pessoa ou a empresa já sabem que uma viagem, reunião ou evento vai acontecer, a antecedência na compra passa a ser ainda mais importante. Esperar a tarifa subir para então emitir a passagem significa contratar o mesmo serviço por um custo maior.

Em períodos de pressão sobre o combustível, planejar com antecedência deixa de ser uma boa prática e passa a ser uma ferramenta essencial de controle de despesas”, conclui.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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