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Luiz Fara Monteiro

Postes instalados pela Light nas proximidades do Galeão interditam pista do aeroporto; empresa nega impacto 

Um dos sentidos da pista 33 do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro foi interditado por ameaça à segurança de voo

Luiz Fara Monteiro|Luiz Fara Monteiro e Luiz Fará Monteiro

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Postes instalados pela Light próximos ao Galeão: sentido da pista interditado
Postes instalados pela Light próximos ao Galeão: sentido da pista interditado Reprodução

O Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro foi obrigado a fechar um dos sentidos de sua pista de pouso e decolagem depois que a Light - a companhia de energia elétrica da cidade - ter instalado postes em vias próximas ao terminal. Em nota, a empresa informou que as obras fazem parte de um plano emergencial de abastecimento de energia e afirmou que não há qualquer impacto em pousos e decolagens no Aeroporto do Internacional Tom Jobim.

A Aeronáutica emitiu avisos aos navegadores e às companhias aéreas sobre as restrições de uso na pista por conta da instalação dos postes, o que viola a zona de proteção do aeroporto.


Os postes foram instalados para resolver um grave problema de falta de energia na Ilha do Governador, onde está situado o aeroporto. Nas últimas semanas, moradores reclamaram da falta de energia e registraram incêndios em subestações da Light na região. Mas a instalação próxima à cabeceira 33 do Galeão trouxe ameaça à segurança de voo para as aeronaves.

Em nota, a administradora do terminal emitiu a seguinte nota:


"O RIOgaleão informa que as duas pistas (15/33 e 10/28) estão abertas seguindo o padrão de operação do aeroporto: decolagem na cabeceira 10 com pouso na 15 e decolagem na 33 com pouso na cabeceira 28. Portanto, as restrições impostas não afetam taxiamento, chegadas e partidas ou tempo de viagem.

O site oficial da Light destaca que até o momento, a companhia instalou 46 geradores, em pontos estratégicos da Ilha do Governador. E que, com essas ações, a empresa consegue equilibrar a carga da linha de transmissão e minimizar os efeitos para a população, diminuindo as interrupções de energia elétrica. Dos 100 postes que a fornecedora prometeu instalar na região para resolver demandas, 74 já foram instalados.


Confira nota da Light na íntegra

A Light está realizando obras de modernização das linhas de transmissão que atendem os consumidores da Ilha do Governador e Ilha do Paquetá. O objetivo é aumentar a segurança da operação, minimizando o risco de interrupções. As intervenções serão feitas em duas fases, sendo a primeira, já em andamento, com previsão de conclusão para outubro de 2024 e a segunda com previsão de término para dezembro de 2025.


“Após estudos minuciosos e tentativas de reparos, concluímos que a obra, apesar de complexa, é o caminho mais assertivo para aumentar a confiabilidade do fornecimento de energia. O impacto será temporário, mas trará benefícios permanentes na segurança e qualidade do fornecimento de energia do bairro”, afirma o diretor Vinícius Roriz.

É importante destacar que antes da decisão de construir as novas linhas, a empresa já vinha tentando fazer reparos na linha já existente. Essa primeira medida foi tomada na tentativa de solucionar rápido a ocorrência e com menores impactos à população.

Além da obra estrutural, a empresa também está investindo na construção de novos trechos de rede aérea de distribuição que garantem mais flexibilidade operacional.

Durante o período, manutenções periódicas terão que ser realizadas, podendo causar instabilidade no fornecimento de energia para os clientes.

Plano emergencial

A empresa mapeou todos os clientes e as instituições que precisam de atendimento especial, como hospitais, unidades de saúde, abastecimento de água e saneamento, órgãos de segurança, justiça e o aeroporto Galeão. A Light já disponibilizou e instalou geradores dedicados a estes clientes.

“Implementamos estas ações para proteger os serviços essenciais à população, com a instalação de geradores para cargas prioritárias”, explica Roriz.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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