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Luiz Fara Monteiro

‘Série de erros’ levou à colisão entre avião e helicóptero em Washington

Acidente entre helicóptero Black Hawk do Exército e jato regional da American Airlines sobre o rio Potomac resultou na morte de 67 pessoas

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Colisão entre helicóptero Black Hawk do Exército e jato da American Airlines resultou em 67 mortes.
  • Relatório do NTSB apontou múltiplas falhas em diferentes setores do governo como causas do acidente.
  • Sistema de controle de tráfego aéreo teve desempenho deficiente e falhas no treinamento dos pilotos foram identificadas.
  • NTSB fez 50 recomendações de segurança para evitar futuros acidentes semelhantes.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Local da colisão: NTSB aponta rota conflituosa como uma das causas do acidente Reprodução/X/@NTSB_Newsroom

O NTSB, Conselho Nacional de Segurança no Transporte dos Estados Unidos, apontou múltiplas falhas em diferentes setores do governo como causa da colisão de um helicóptero Black Hawk do Exército com um jato regional da American Airlines, operado pela PSA Airlines.

O relatório do órgão contém quase 400 páginas e foi divulgado nesta terça-feira (17), pouco mais de 1 ano depois do acidente sobre o rio Potomac, próximo a Washington, DC.


A colisão aérea de 29 de janeiro de 2025 ocorreu na fase final de aproximação do jato ao Aeroporto Nacional Ronald Reagan e matou 67 pessoas, tornando-se o acidente de aviação comercial mais mortal nos Estados Unidos em mais de 20 anos.

O relatório final do NTSB descreve uma série de erros em que as políticas e os procedimentos em vigor para proteger o público falharam naquela fria noite de inverno.


“A colocação de uma rota de helicóptero pela FAA muito próxima da trajetória de aproximação da pista; a sua falha em revisar e avaliar regularmente as rotas de helicóptero e os dados disponíveis; e a sua omissão em agir de acordo com as recomendações para mitigar o risco de uma colisão no ar” foram citadas como parte da “causa provável” do acidente.

O governo dos Estados Unidos já havia admitido falhas por parte dos pilotos e de um controlador de tráfego aéreo no Aeroporto Nacional Reagan, que levaram ao acidente aéreo fatal sobre o Rio Potomac.


A admissão por parte dos advogados do Departamento de Justiça foi apresentada em resposta a um processo civil movido pela família de um passageiro morto no voo da American Eagle, que partiu de Wichita.

O conselho também atribuiu a culpa a uma “dependência excessiva” da capacidade dos pilotos de observar visualmente outras aeronaves, “sem levar em consideração as limitações do conceito de ver e evitar”.


Bombardier CRJ-700 da American Eagle, subsidiária da American Airlines Alan Wilson via Wikimedia Commons

A tripulação do helicóptero havia sido alertada pelo controlador de tráfego aéreo para ficar atenta ao jato e confirmou tê-lo avistado momentos antes da queda.

Não está claro se a tripulação militar do Sikorsky UH-60L Black Hawk, que operava sob o indicativo PAT25, viu o avião comercial ou se confundiu com uma outra aeronave na rota de aproximação do aeroporto Reagan em Arlington, Virgínia.

O NTSB acrescentou que a causa do acidente também incluiu o “desempenho deficiente” do controle de tráfego aéreo, devido à combinação de duas posições na torre e à ausência de um “processo de avaliação de riscos… o que resultou em priorização incorreta de tarefas, avisos de tráfego inadequados e falta de alerta de segurança para ambas as tripulações de voo”.

O relatório observou que a parcela de responsabilidade do Exército se deveu à falha no treinamento dos pilotos sobre a margem de erro dos altímetros, que indicam a altitude, o que levou o helicóptero a voar acima da altura permitida.

“No relatório, destacamos falhas sistêmicas que levaram o controlador de tráfego aéreo local a não fornecer os alertas de tráfego necessários, a tripulação do helicóptero (do Exército) a não saber ou indicar sua altitude correta, a FAA a não avaliar seus próprios dados e um projeto de rota perigoso que não deixava margem para erros”, disse Todd Inman, membro do conselho do NTSB, no relatório.

“Esses são problemas reais e tangíveis que precisam ser resolvidos, e espero que os destinatários de nossas recomendações comecem a trabalhar imediatamente.”

Os investigadores do NTSB formularam formalmente 50 recomendações de segurança no relatório final, incluindo 33 delas dirigidas à FAA.

“Precisamos garantir que o conhecimento arduamente conquistado contido neste relatório se traduza em vidas salvas”, escreveu a presidente do NTSB, Jennifer Homendy, no relatório. “Fazer as mudanças sistêmicas de que precisamos não é fácil, mas precisamos fazê-las. E devemos fazê-lo ANTES que pessoas morram.”

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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