Rolls-Royce pressiona Reino Unido por subsídios para projeto de motores de US$ 4 bilhões
Motor Ultrafan 30 possibilitará fabricante retornar ao mercado de aeronaves de fuselagem estreita e gerar 40 mil empregos

A Rolls-Royce está pressionando o governo do Reino Unido a se comprometer com o apoio financeiro dos contribuintes para o desenvolvimento de um novo projeto de motor de aeronave, orçado em 3 bilhões de libras (US$ 4,05 bilhões), informou o Financial Times na segunda-feira, citando fontes familiarizadas com o assunto. Estimativas da fabricante de motores apontam a criação de cerca de 40 mil empregos com o projeto.
Segundo o relatório, a empresa está solicitando entre 100 e 200 milhões de libras em uma primeira instância para ajudar a financiar o desenvolvimento e os testes de um protótipo do motor UltraFan 30.
O CEO Tufan Erginbilgiç discutiu o assunto nas últimas semanas com o Secretário de Negócios, Peter Kyle, de acordo com o jornal. A Rolls-Royce quer garantir um compromisso de financiamento no primeiro semestre do ano.
A empresa está em negociações com autoridades desde o ano passado sobre possíveis subsídios para desenvolver um motor totalmente certificado e pronto para produção.
Entre as opções em análise estão o apoio do Instituto de Tecnologia Aeroespacial, do Fundo Nacional de Riqueza ou o chamado auxílio ao lançamento, segundo o Financial Times. O governo também poderia considerar a possibilidade de adquirir uma participação acionária no projeto.
O Financial Times afirmou que usar o financiamento do Instituto de Tecnologia Aeroespacial pode ser “complicado”, considerando as demandas concorrentes de outros grupos aeroespaciais com operações significativas no Reino Unido, incluindo a Airbus e a Safran.
Segundo o jornal, a Rolls-Royce afirmou estar em “discussões construtivas com o governo sobre como podemos trabalhar em parceria para concretizar essa oportunidade”. O Departamento de Negócios e Comércio do Reino Unido declarou valorizar o papel da empresa no apoio a empregos altamente qualificados.
A Rolls-Royce, que atualmente fornece motores para jatos de fuselagem larga de longo alcance, saiu do segmento de aeronaves de fuselagem estreita há mais de uma década.
O mercado é dominado por aeronaves como o Airbus A320 e o Boeing 737 MAX, que representam a maior parte das entregas globais de aeronaves em volume.
O Financial Times afirmou que a Alemanha, onde a Rolls-Royce possui operações substanciais, também está interessada em apoiar o projeto.
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