Seguro do cartão pode gerar entraves no embarque e na imigração em viagens internacionais
Esse tipo de cobertura nem sempre atende às exigências impostas por companhias aéreas e autoridades migratórias

Com o aumento do fluxo de voos internacionais e a retomada intensa do setor aéreo, um detalhe ainda subestimado por muitos passageiros tem causado transtornos já no aeroporto: a confiança excessiva no seguro viagem oferecido por cartões de crédito. Embora bastante difundido, esse tipo de cobertura nem sempre atende às exigências impostas por companhias aéreas e autoridades migratórias.
Segundo Emilly Chagas, Líder de Marketing da Real Seguro Viagem, os problemas costumam surgir nos momentos mais críticos da jornada aérea.“Os principais problemas aparecem já no check-in e na imigração. Em destinos que exigem seguro viagem obrigatório, o passageiro pode ser impedido de embarcar se não apresentar uma apólice adequada. Também vemos complicações em conexões internacionais, quando autoridades solicitam novamente a comprovação do seguro.”
Além do embarque, situações operacionais comuns da aviação expõem ainda mais as limitações do seguro do cartão.“Outro ponto crítico é o atendimento em aeroportos após imprevistos. Quem tem um seguro inadequado acaba sem suporte imediato para reacomodação, assistência médica ou bagagem.”
A executiva explica que, na maioria dos casos, o passageiro só descobre essas limitações quando já está em trânsito internacional — exatamente quando o risco é maior. Por isso, cresce a busca por seguros especializados.
Embarque negado e risco para as companhias aéreas
Casos de passageiros impedidos de embarcar não são raros, especialmente em rotas internacionais.“Isso acontece, principalmente, em voos para a Europa, dentro do Espaço Schengen, onde o seguro é obrigatório, além de alguns países do Oriente Médio e destinos de intercâmbio”, afirma Emilly. Segundo ela, em muitos casos a própria companhia aérea impede o embarque.“As empresas fazem isso para evitar multas e custos com deportação do passageiro no destino.”
Entre os destinos com fiscalização mais rigorosa estão os países do Espaço Schengen, além de nações do Oriente Médio, programas de intercâmbio no Canadá, Austrália, Irlanda e Estados Unidos, alguns países da América do Sul, como o Equador, e até cruzeiros internacionais.
Coberturas limitadas e reembolso agravam problemas em atrasos e cancelamentos
Outro ponto de atenção envolve atrasos, cancelamentos e extravio de bagagem — situações cada vez mais comuns na aviação global.“Em geral, o seguro do cartão oferece coberturas muito limitadas e com muitas regras. Costuma ajudar apenas em casos específicos, como atrasos acima de determinado número de horas. Despesas comuns acabam ficando de fora.”
Além disso, o modelo de funcionamento costuma ser um entrave adicional.“O passageiro precisa pagar tudo do próprio bolso e solicitar reembolso depois. Muitos não têm limite ou dinheiro disponível para arcar com despesas médicas ou emergenciais no exterior”, explica.“Também é comum o reembolso ser negado por falhas de documentação, prazos perdidos ou interpretação de cláusulas.”
Falta de informação cresce com a retomada das viagens internacionais
Com o aumento das viagens internacionais, o desconhecimento sobre essas limitações se intensificou.“Muitas pessoas viajam acreditando que o seguro do cartão resolve tudo ou que nunca vão precisar. Só percebem o risco quando enfrentam um problema real”, afirma Emilly.
Para a executiva, o seguro viagem passou a ser parte essencial da própria operação da viagem aérea.“O seguro especializado oferece coberturas personalizadas, assistência direta, sem necessidade de desembolso imediato, além de atendimento mais eficiente. Ele evita problemas já no embarque, na imigração e durante toda a jornada.”
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