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Luiz Fara Monteiro

TI como motor de eficiência na logística aérea: por que operar sem dados já não é uma opção

Artigo de Gustavo Verza Picolli, especialista em tecnologia aplicada à logística aérea

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Operar logística sem tecnologia no setor aéreo não é mais uma opção Wikipedia

A logística aérea sempre foi sinônimo de velocidade, mas, no cenário atual, rapidez por si só já não basta. Em ambientes pressionados por custos, prazos cada vez mais curtos e alta exigência por rastreabilidade, eficiência operacional passou a ser o verdadeiro diferencial competitivo, e é nesse ponto que a tecnologia da informação assume papel central. Hoje, operar logística sem inteligência de dados é, na prática, operar no escuro.

A complexidade do setor exige decisões rápidas e precisas. Cada etapa, da coleta à entrega, envolve variáveis críticas como tempo, custo, capacidade, risco e compliance. Sem sistemas integrados e visibilidade em tempo real, a margem para o erro aumenta, e o impacto é direto: atrasos, retrabalho, perda de cargas e insatisfação do cliente. A TI entra justamente para reduzir essas incertezas.


Plataformas de gestão logística, sistemas de rastreamento, integração entre modais e análise preditiva permitem não apenas acompanhar operações, mas antecipar problemas e otimizar recursos. Isso significa sair de uma lógica reativa para uma atuação estratégica.

Na prática, empresas que investem em tecnologia conseguem, por exemplo, prever gargalos operacionais, ajustar rotas com base em dados atualizados, melhorar a ocupação de cargas e reduzir custos “invisíveis”, aqueles que não aparecem diretamente na planilha, mas comprometem a eficiência do negócio.


Outro avanço relevante é a automação de processos, já que atividades que antes dependiam de intervenção manual, e estavam sujeitas a falhas, hoje podem ser executadas com mais precisão e velocidade. Isso libera equipes para atuar de forma mais analítica e menos operacional, elevando o nível de gestão.

A integração de sistemas é um ponto crítico, pois logística aérea não funciona de forma isolada: envolve companhias aéreas, operadores logísticos, órgãos reguladores e clientes. Quanto maior a capacidade de integração entre esses agentes, maior a fluidez da operação. E essa integração só é possível com uma base tecnológica sólida.


Gustavo Verza Picolli

Nesse contexto, a rastreabilidade se torna requisito básico, já que saber exatamente onde está uma carga, em que condição ela se encontra e qual o próximo passo da operação é exigência do mercado.

No entanto, é importante destacar que tecnologia, por si só, não resolve problemas estruturais. A implementação de soluções de TI precisa estar alinhada à estratégia do negócio e aos processos operacionais. Sistemas mal integrados ou subutilizados podem gerar o efeito oposto: mais complexidade, mais custo e menos eficiência.


A adoção de tecnologia exige mudança de mentalidade, é necessário capacitar equipes, revisar processos e incorporar a análise de dados na tomada de decisão.

Enquanto algumas empresas avançam rapidamente na digitalização, outras ainda operam com baixa integração tecnológica. Essa diferença tende a se refletir diretamente na competitividade do setor hoje e nos próximos anos.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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