Conheça a doença silenciosa que compromete o desempenho dos rebanhos
Sintomas pouco específicos dificultam diagnóstico da tripanossomose e podem gerar perdas produtivas

Queda no ganho de peso, anemia, baixa performance reprodutiva e animais apáticos. Esses sinais, comuns em propriedades de corte e leite, muitas vezes são atribuídos a problemas nutricionais ou de manejo. Porém, podem indicar a presença da tripanossomose bovina, doença causada pelo protozoário Trypanosoma vivax, já disseminada em diversas regiões do país e ainda pouco reconhecida pelos pecuaristas.
Transmitida principalmente por moscas hematófagas — como as mutucas — e pelo uso compartilhado de materiais que entram em contato com o sangue, a doença provoca destruição das células vermelhas e compromete diretamente a saúde e o rendimento produtivo do rebanho.
“Os sinais clínicos são pouco específicos e facilmente confundidos com outras enfermidades, como a Tristeza Parasitária Bovina. Por isso, muitas propriedades convivem com a tripanossomose sem percebê-la, sofrendo perdas silenciosas de desempenho”, explicou Marcos Malacco, médico veterinário e gerente de serviços veterinários para bovinos da Ceva Saúde Animal.
A enfermidade pode se manifestar de forma aguda, subclínica ou crônica. Nos casos severos, há febre intermitente, depressão, perda rápida de peso, salivação excessiva, anemia intensa e até mortalidade. Na reprodução, o impacto também é expressivo, podendo causar reabsorções embrionárias, abortos, natimortos e queda na fertilidade de fêmeas e touros.
O controle da tripanossomose pode ser feito com o uso de cloridrato de isometamidium, substância presente em Vivedium, medicamento pioneiro no Brasil. O produto atua tanto no tratamento quanto na prevenção, com proteção prolongada contra novas infecções.
“Ele elimina o protozoário e tem efeito preventivo que pode durar de 8 a 16 semanas. Após detectada a doença, recomenda-se um programa inicial de quatro aplicações ao longo de um ano, seguido por monitoramento e tratamentos estratégicos”, disse Malacco.
Além do tratamento, práticas de manejo são essenciais: reduzir vetores, esterilizar materiais perfurocortantes e monitorar constantemente o rebanho.
“A tripanossomose impacta diretamente a capacidade produtiva da fazenda. Conhecer a doença e agir preventivamente é fundamental para reduzir prejuízos e manter a performance dos animais”, concluiu o veterinário.
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