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A paixão pelo campo que virou coluna

De Itu à capital, do jornalismo à coluna especializada: meu legado no mundo agro

Mundo Agro|Fabi GennariniOpens in new window

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Com um olhar apaixonado pelo campo e a missão de informar, vejo cada dia como um novo desafio a ser superado Foto: Arquivo pessoal

Eu ainda não havia escrito sobre o primeiro ano do blog. Mas, como acredito que tudo tem a sua hora, chegou o momento de falar um pouco sobre essa empreitada que é o Mundo Agro. E de fazê-lo sozinha: desde o primeiro contato, passando pela organização da agenda de eventos e viagens, até a conciliação com meu cargo de chefe de reportagem do Jornal da Record e a maternidade de um adolescente.

Como já comentei em outras matérias, o agro sempre esteve presente na minha vida. Desde muito cedo tive contato com cavalos, gado leiteiro, mato — literalmente. E não, eu não sou filha de produtor rural. Apenas passava meus finais de semana longe da capital.


O agro sempre esteve presente em minha vida, mas agora ele é parte do meu legado diário no portal Foto: Arquivo pessoal

A cidade escolhida foi Itu. Sinto-me ituana. Afinal, acredito que meus 47 anos foram muito bem vividos em algumas áreas da zona rural da cidade.

Outro dia me lembrei de que, sim, tenho um parente com os pés no agro. Meu padrinho, já falecido, João Ramos Nazato, era natural de Mombuca, também no interior de São Paulo. Ele era produtor de batata, foi para a capital e teve um box na Ceagesp. Mas só visitei uma plantação de batata mais tarde, aos 15 ou 16 anos, em São Miguel Arcanjo.


Na época, meu pai tinha uma filmadora VHS e eu fiz vários registros. Eles estão perdidos em um DVD que, em breve, pretendo resgatar e editar para postar. Lembro como se fosse hoje: no quintal da casa dele nessa cidade, minha madrinha plantava morangos. Eu fiz um vídeo narrando: “esses são os moranguinhos”. Minha mãe imitou minha narração, disse que era nasalada, e hoje eu rio dessa cena.

O jornalismo já estava em mim. E o agro também. Mas só fui descobrir isso depois dos 40.


Com o filho já na adolescência e em busca de novos conhecimentos — os idiomas já não me conquistavam mais (estudei inglês, espanhol, francês, alemão e italiano, língua da minha família) —, depois de relações internacionais, área em que as questões geopolíticas sempre me despertaram interesse, o agro estava ali. Na veia. Mas o que fazer?

Meu chefe direto teve uma jornada brilhante no setor. Conversei com ele. “Será que eu consigo fazer um MBA, uma pós no agro? Estou preocupada com as disciplinas de exatas. Faço essa ou aquela? ”E ele me disse: “Se inscreva, faça e você vai conseguir”.


Meu diretor também esteve ao meu lado depois de um curso de agro na FGV e me empurrou para frente.

Escolhi a melhor opção: o MBA da Esalq. Fiz a inscrição, enviei os documentos e precisava ser aceita. Fui aprovada.

O agro entrou na minha vida e transformou meu caminho profissional e pessoal Foto: Arquivo pessoal

Foram dois anos intensos. No meio do curso, enfrentei um câncer de pele severo. Mas não desanimei em nenhum momento. Assisti a todas as aulas mais de uma vez. As provas, bem puxadas, eu aproveitava as três tentativas disponíveis para obter a melhor nota.

E, ainda assim, consegui avançar na literatura do tema escolhido para o trabalho de conclusão de curso, trabalhar na TV, ser mãe e cuidar da minha família.

A grande conquista chegou: concluí o MBA, defendi minha pesquisa e ainda fui convidada pelo meu diretor para escrever sobre o setor em um dos principais portais de notícia da imprensa brasileira: o R7.com.

Em meio a tudo isso, vieram muitos contatos com grandes e pequenas empresas, antigos e novos assessores de imprensa e inúmeros convites. Afinal, o agro está literalmente em tudo.

Com a ideia da coluna aprovada, iniciamos uma jornada. A partir daí, você, meu leitor, acompanha diariamente o início desse meu legado. Todos os dias, às 2 horas da manhã, momento em que a homepage do portal é atualizada, você encontra uma nova notícia. E, durante o dia, mais conteúdo, incluindo entrevistas e informações exclusivas.

Agradeço a todos vocês.

A Nestlé foi a primeira empresa que acreditou no trabalho do Mundo Agro Foto: Arquivo pessoal

Esse prato, feito em uma aula de cerâmica proporcionada pela Nestlé, foi feito pensando nesse primeiro passo: o de empreender e começar do zero em um setor que me encanta. Sempre com entusiasmo, simplicidade, humildade e com as porteiras abertas para quem quiser chegar.

Que eu possa fazer muitos outros como esse, ter um boné, ver a marca Mundo Agro estampada em uma das caminhonetes cedidas por uma expedição e ampliar nossa visão do Brasil e do mundo com o olhar apaixonado dessa escritora que tem alma do mato.

Quem me conhece sabe: eu nunca digo não. Não faço recorte. Atendo todos os colegas que me procuram pelo WhatsApp, e-mail ou telefone. Sem eles, eu não sou nada. E entendo que a ajuda de hoje pode semear grandes colheitas no futuro.

Nadege Saad, Head do E-agro Bradesco Foto: Arquivo pessoal

A cada evento, a cada convite, eu me desdobro. Sempre com o mesmo empenho, alegria e comprometimento.

Se um dia colherei bons frutos, só Deus saberá. Meu maior bem é poder mostrar esse Mundo Agro para todos e dar nome a quem faz.

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