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Acordo Mercosul–UE impulsiona competitividade da indústria calçadista

Abicalçados destaca fortalecimento das cadeias produtivas e maior acesso ao mercado europeu

Mundo Agro|Fabi GennariniOpens in new window

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Indústria calçadista projeta ganhos com acordo Mercosul–União Europeia Foto cedida: Abicalçados

A aprovação provisória do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia pela maioria dos países do bloco europeu foi recebida com otimismo pela indústria calçadista brasileira. A assinatura oficial do tratado está prevista para acontecer hoje, no Paraguai, e o texto seguirá posteriormente para os processos de internalização e ratificação.


O acordo representa um avanço estratégico em um cenário de instabilidade global.

“Resumindo, o acordo comercial tende a elevar a inserção e competitividade dos calçados brasileiros no mercado europeu, hoje marcado, além do comércio intra-UE, por forte presença asiática - que representa mais de 50% dos valores importados - e por acordos já vigentes, como o firmado com o Vietnã em 2020”, disse Haroldo Ferreira, presidente-executivo da Abicalçados.


A expectativa é de fortalecimento das cadeias produtivas, aumento do valor agregado e ampliação da competitividade do setor. Os calçados de couro, que respondem por 45% das exportações brasileiras ao bloco europeu, devem ter eliminação tarifária total em até sete anos.

Estudo do Ipea estima que, em 15 anos, o acordo poderá elevar em mais de 62% as exportações brasileiras de calçados para a União Europeia, principal mercado importador mundial do produto. A eliminação gradual das tarifas, hoje entre 3,5% e 17%, deve gerar ganhos competitivos já a partir da entrada em vigor do acordo.

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