Agricultura tropical coloca o Brasil no centro da agenda climática
No Dia do Agronegócio, setor destaca inovação, baixa emissão e protagonismo global

Hoje é celebrado o Dia do Agronegócio e o Brasil reforça uma mensagem que vem ganhando força lá fora: a agricultura tropical pode ser parte da solução para a crise climática.
O país tem apresentado em fóruns internacionais, como a COP 30, que é possível produzir alimentos em grande escala com tecnologia, energia renovável e práticas mais sustentáveis.
“A consolidação desta agenda é vital para a competitividade brasileira em acordos como o Mercosul-União Europeia. Ao liderar a discussão, o Brasil combate barreiras comerciais unilaterais e se antecipa a exigências globais em comércio sustentável, o que demanda a implementação plena do Código Florestal e o combate rigoroso ao desmatamento ilegal”, disse Fernando Sampaio, membro do Grupo Estratégico (GE) da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura.
Hoje, quase metade da matriz energética brasileira vem de fontes renováveis — índice bem acima da média mundial.
No campo, tecnologias como plantio direto, integração lavoura-pecuária-floresta, recuperação de áreas degradadas e uso de bioinsumos ajudam a aumentar a produtividade e, ao mesmo tempo, reduzir emissões.
“Os desafios estão em como ampliar o uso das práticas sustentáveis, o que demanda, de um lado mais produção e difusão de tecnologia e, de outro, mais investimentos chegando no campo. Outro desafio está em mensurar a contribuição dessa agricultura para o clima. É preciso tropicalizar os fatores de emissão, e também rediscutir no cenário internacional como são feitas essas métricas. Por exemplo, padrões internacionais medem carbono no solo apenas nos primeiros 20 centímetros de profundidade. No Brasil, as raízes das pastagens podem fazer o mesmo a profundidades superiores a 2 metros, revelando um ativo ambiental subestimado,” ponderou Sampaio.
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