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Arbitragem avança no agro, mas adesão ainda é tímida

Ferramentas de solução de conflitos ganham espaço em um ambiente cada vez mais complexo e competitivo

Mundo Agro|Fabi GennariniOpens in new window

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Mediação e arbitragem: pilares para um agro mais seguro e eficiente Foto cedida: CAMARB

Assim como em qualquer área, o tempo é um recurso escasso, e encontrar alternativas para construir bons acordos tornou-se um ativo estratégico.

Para a advogada Camila Biral, Vice-Presidente de Agronegócio da CAMARB – Câmara de Mediação e Arbitragem Empresarial do Brasil, os métodos alternativos de resolução de conflitos ainda são subutilizados pelo setor, apesar do potencial para reduzir custos, ampliar a segurança jurídica e aumentar a eficiência nas relações comerciais.


“Apesar da força econômica e da complexidade do agronegócio brasileiro, o uso da arbitragem não acompanha o ritmo observado em outros setores. Nosso objetivo é mostrar que se trata de um caminho mais célere, técnico e alinhado às necessidades do produtor e da cadeia produtiva”, afirmou Biral.

Camila Biral, Vice-Presidente de Agronegócio da Câmara de Mediação e Arbitragem Empresarial do Brasil Foto cedida: CAMARB

Segundo a especialista, a morosidade do processo judicial tradicional tem impulsionado a busca por alternativas. Enquanto ações na Justiça podem levar de sete a dez anos para serem concluídas, procedimentos arbitrais costumam ser encerrados em cerca de dois anos.


“A diferença está na agilidade e na especialização. Na arbitragem, as partes escolhem árbitros com conhecimento técnico sobre o tema em disputa, o que resulta em decisões mais rápidas e assertivas. Para o agro, isso significa previsibilidade e menor impacto nas operações”, complementou.

Além da arbitragem, a mediação surge como ferramenta estratégica, especialmente por sua capacidade de preservar relações comerciais. Por seu caráter colaborativo, ela incentiva o diálogo entre as partes e a construção de soluções consensuais, evitando desgastes e favorecendo a continuidade dos negócios.


“Unindo técnica, especialização e diálogo, buscamos fortalecer a cultura da mediação e da arbitragem no agro. São instrumentos que aumentam a eficiência das operações e acompanham o ritmo e a complexidade do ambiente de negócios do agronegócio brasileiro”, concluiu Biral.

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