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Armazenamento de energia se torna aliado estratégico e impulsiona o agronegócio

Limites da rede elétrica e expansão da irrigação impulsionam uso de microrredes com baterias no campo

Mundo Agro|Fabi GennariniOpens in new window

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Energia se consolida como fator-chave para expansão do agronegócio brasileiro Foto cedida: Brasol

A energia passou a ocupar um papel central na competitividade no campo. A expansão das áreas irrigadas, capaz de triplicar o valor da terra e elevar significativamente a produtividade, vem acompanhada de um desafio crescente: garantir fornecimento elétrico estável e contínuo. Em diversas regiões do país, limitações técnicas das redes das distribuidoras já impedem a expansão de projetos e dificultam o avanço de novas tecnologias agrícolas.

“O campo está se tornando também uma agroindústria elétrica, cada vez mais intensiva em energia. O armazenamento é o elo que garante segurança e competitividade nesse processo”, afirmou Diogo Zaverucha, diretor da Unidade de Negócios de Armazenamento de Energia da Brasol.


Diogo Zaverucha, diretor da Unidade de Negócios de Armazenamento de Energia da Brasol Foto cedida: Brasol

Nesse contexto, soluções como microrredes com sistemas de armazenamento em baterias (BESS – Battery Energy Storage System) ganham espaço entre produtores rurais e cooperativas. A tecnologia permite armazenar energia gerada em períodos de menor demanda ou de maior produção fotovoltaica e utilizá-la nos horários de pico, assegurando o funcionamento de pivôs de irrigação, bombas e sistemas de refrigeração, mesmo em áreas com redes instáveis.

Dados da consultoria Greener mostram que a demanda por componentes de sistemas BESS no Brasil cresceu 89% no último ano, em comparação a 2023. Até 2024, o país acumulou 685 MWh de capacidade instalada, sendo 70% destinados a sistemas isolados. Somente em 2024, foram adicionados 269 MWh, um avanço de 29% em relação ao ano anterior. A queda de cerca de 85% no custo das baterias na última década tem ampliado a viabilidade econômica dessas soluções.


“O produtor quer crescer, irrigar mais e aumentar a produtividade, mas muitas vezes esbarra na limitação da distribuidora em fornecer mais energia. O armazenamento permite autonomia, previsibilidade e eficiência, sem dependência exclusiva da rede”, acrescentou Zaverucha.

Já há propriedades operando microrredes híbridas que integram geração solar, baterias e geradores a diesel. Além da redução de custos, o modelo garante backup imediato em casos de falha no fornecimento, reduz o desgaste de equipamentos e diminui a sobrecarga das redes locais.


A adoção do BESS também contribui para a redução das emissões de CO₂, ao diminuir o uso de geradores a diesel, fortalecendo a agenda ESG no campo.

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