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Calor e alta umidade impactam a produtividade dos bovinos

Mosca-dos-estábulos reduz produção de leite, compromete reprodução e aumenta custos do rebanho

Mundo Agro|Fabi GennariniOpens in new window

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Estratégias de controle para mosca-dos-estábulos Foto cedida: Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia

Com a chegada do verão, aumentam as condições ambientais favoráveis à proliferação da mosca-dos-estábulos (Stomoxys calcitrans), um inseto hematófago que se alimenta do sangue de animais.

Este mosquito, semelhante à mosca doméstica, é mais agressivo devido à sua picada dolorosa, que causa estresse nos bovinos, equinos e suínos.


“Os principais impactos incluem a redução na produção de leite, diminuição do ganho de peso, comprometimento da reprodução e aumento dos custos com tratamentos e controle”, disse Gibrann Frederiko, médico veterinário e promotor de vendas da Nossa Lavoura, que atende os estados de Rondônia, Acre, Amazonas e Mato Grosso.

Os sinais clínicos que indicam a infestação são evidentes: comportamentos defensivos dos animais, como balançar a cauda e sacudir a cabeça; perda de apetite e emagrecimento; lesões nas peles e até anemia em casos mais graves.


Entre os erros de manejo que favorecem a proliferação das moscas estão o acúmulo de esterco próximo ao estábulo, a falta de limpeza dos currais e o manejo inadequado de resíduos orgânicos. A simples utilização de inseticidas químicos, por outro lado, nem sempre é eficaz, devido à resistência crescente dos insetos, que se reproduzem rapidamente.

“Usar inseticidas de maneira isolada tem se mostrado ineficaz, e é fundamental um manejo preventivo contínuo. A combinação de métodos de controle pode evitar perdas econômicas e garantir a saúde dos animais”, afirmou Frederiko.


Para o controle eficaz, é necessário combinar medidas preventivas, químicas e biológicas. Frederiko recomenda ações simples, como a limpeza diária dos currais e o uso de armadilhas para capturar as moscas. O controle biológico também se destaca, com a utilização de predadores naturais e parasitoides que atacam ovos e larvas.

Além disso, soluções tecnológicas inovadoras têm se mostrado promissoras. O uso de inseticidas biológicos, como produtos à base de Bacillus thuringiensis, armadilhas inteligentes e até drones para monitoramento.


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