Controle reprodutivo e sistemas fechados reduzem riscos ambientais da tilápia
Pesquisa alia produtividade e segurança ambiental na criação do peixe
As pesquisas desenvolvidas pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG) têm contribuído de forma decisiva para o fortalecimento da produção sustentável de tilápia no Brasil, conciliando ganhos produtivos com a mitigação de riscos ambientais.
O tema ganhou destaque após a espécie ser incluída na Lista Nacional de Espécies Exóticas Invasoras, cuja tramitação foi temporariamente suspensa para novas análises.
Segundo a EPAMIG, a tilápia é uma espécie introduzida, amplamente utilizada na aquicultura nacional, e não pode ser caracterizada como invasora de forma generalizada.
“Os impactos da interação desse peixe em ambientes naturais ainda são pouco estudados, mas é fundamental adotar medidas que evitem o escape de indivíduos com capacidade reprodutiva”, explicou Franklin Costa, pesquisador da instituição.

Entre as principais frentes de pesquisa está o controle reprodutivo, com tecnologias seguras voltadas à masculinização e à inibição da reprodução. Em parceria com a UFMG, a EPAMIG desenvolve métodos para obtenção de lotes 100% masculinos, além de estudos com tilápias estéreis e manipulação cromossômica.
Outro foco está nos sistemas produtivos mais controlados, como os sistemas de recirculação de água (RAS) e de bioflocos (BFT), que reduzem significativamente o risco de escape e a interação com ambientes naturais. A instituição também investe em melhoramento genético, desenvolvendo animais com alto desempenho produtivo e menor capacidade de sobrevivência fora do cultivo.
A produção brasileira de tilápia já ultrapassa 600 mil toneladas por ano, movimentando cerca de R$ 7 bilhões, segundo a Peixe BR. Além de gerar renda e empregos, a atividade amplia o acesso da população a uma proteína de alto valor nutricional, reforçando a importância de soluções que garantam seu desenvolvimento de forma responsável e sustentável.
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