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CONSEAGRI reage à tarifa dos EUA e cobra ação coordenada em defesa do agro

Com temor de perdas no agro, estados pedem ação estratégica e coordenada diante da taxação de 50% sobre exportações brasileiras

Mundo Agro|Fabi GennariniOpens in new window

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Conseagri manifesta preocupação com tarifaço do Trump e cobra medidas para defender agro Foto: Arquivo pessoal

O Conselho Nacional dos Secretários de Estado da Agricultura (CONSEAGRI) divulgou hoje uma nota oficial manifestando preocupação com a tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.


“O momento exige união institucional e escuta federativa, com foco em uma defesa técnica e internacional ativa dos interesses do agro nacional”, segundo trecho da nota.

De acordo com o colegiado, a medida compromete diretamente a competitividade do agronegócio nacional, impacta o custo de insumos e desestrutura cadeias produtivas estratégicas, especialmente em um momento em que o Brasil amplia sua inserção nos mercados globais.


Diante do cenário, o CONSEAGRI defende a adoção de uma diplomacia firme, técnica e coordenada, com liderança do Ministério da Agricultura, em articulação com o Congresso Nacional e os governos estaduais. O objetivo é retomar as negociações com os EUA em bases justas, equilibradas e que respeitem a importância econômica e estratégica do setor agropecuário brasileiro.

Guilherme Piai, Secretário de Agricultura e Abastecimento do estado de São Paulo, presidente do Conseagri (Conselho de Secretários de Agricultura) e produtor rural Foto cedida: Secretaria de Agricultura e Abastecimento do estado de São Paulo

O presidente do CONSEAGRI e secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Guilherme Piai, destacou que o conselho seguirá atuando com firmeza nos diálogos com os entes federais e internacionais. “Nosso compromisso é com a segurança jurídica, a competitividade e o protagonismo do agro brasileiro no comércio mundial”, afirmou.


A entidade também irá convocar uma reunião extraordinária para definir estratégias de articulação junto ao governo federal, visando a construção de soluções que mitiguem os efeitos da nova tarifa sobre os produtos brasileiros.

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as exportações do agronegócio brasileiro somaram US$ 82,03 bilhões no primeiro semestre de 2025, com superávit de US$ 71,94 bilhões. Estados Unidos, China e União Europeia estão entre os principais destinos dos produtos nacionais.


Além disso, a agropecuária teve papel central no crescimento do PIB brasileiro. Segundo o IBGE, o Produto Interno Bruto do país cresceu 1,4% no primeiro trimestre de 2025, em comparação com o trimestre anterior. O setor agropecuário teve avanço de 12,2% no período, sendo o principal vetor de crescimento da economia nacional, como destacou a Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda.

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