Do campo à prática: Instituto Futurum transforma educação em experiência real no agro
Lucas Giordano Paranhos fala sobre a missão de capacitar profissionais do agronegócio, conectando teoria e mercado de forma prática e inovadora

Em um setor em constante evolução, a formação prática se torna essencial. É com esse propósito que o Instituto Futurum vem se destacando, oferecendo cursos que unem conhecimento teórico e aplicação direta no agro.
Fundado por Lucas Giordano Paranhos e sua irmã, Jéssica Giordano Paranhos, ao lado dos sócios Rodrigo Saraiva e Juliana Bombecini, o instituto nasceu da vivência no mundo corporativo e do propósito de transformar a educação em uma jornada que realmente prepare profissionais para os desafios do campo.
Mundo Agro: Sua irmã e sócia, Jéssica, inicialmente seguiu para a biologia, mas acabou se especializando em genética de plantas e hoje está com você no negócio. Como é ter uma empresa familiar e com essa missão de levar conhecimento para quem atua no agro?
Lucas Giordano Paranhos: Uma empresa familiar exige disciplina para separar claramente o que é trabalho, família, lazer e responsabilidades. Conseguimos compreender bem o papel de cada um, sem que isso afete nossa convivência como irmãos. Esse cuidado é fundamental para nossa missão de levar conhecimento e contribuir com o crescimento do agro. Tivemos experiências valiosas e um networking sólido, mas a maior satisfação vem de capacitar e esclarecer práticas no setor, o que nos enche de orgulho. Somos muito felizes com o que construímos e com a confiança das pessoas em nosso trabalho. A educação é, para nós, uma área especial: oferecer conhecimento, possibilitar melhorias no dia a dia, conquistas, eficácia e reconhecimento é motivo de grande gratidão.
Mundo Agro: Quando surgiu a ideia de criar o Instituto Futurum?
Lucas Giordano Paranhos: Antes de contar como o Instituto surgiu, vale dar um breve contexto. Sempre estivemos ligados ao agro e acumulamos experiências no mundo corporativo. Em busca de mais tempo com a família, decidi deixar esse ambiente, marcado por alta intensidade e viagens constantes, e migrei para o marketing digital. Nesse processo, o agro voltou a cruzar meu caminho por meio de uma pós-graduação ainda não estruturada. Conheci o Rodrigo Saraiva, que já tinha o projeto pronto, e juntos o desenvolvemos. O que começou como uma única pós-graduação evoluiu para novos cursos e, depois, para um instituto de ensino com MBAs, pós-graduações e cursos livres. Nosso propósito surgiu da percepção de que a educação tradicional oferece muita teoria e pouca prática. Muitos profissionais chegam ao mercado com títulos, mas sem preparo para aplicar o conhecimento. Por isso, fazemos da prática um de nossos pilares: transformar teoria em experiência real.

Mundo Agro: Quais cursos vocês oferecem hoje e em quais modalidades?
Lucas Giordano Paranhos: Atualmente, oferecemos quatro cursos de pós-graduação em ensino superior: Controle Biológico, Pecuária de Corte — que abre uma vertente importante dentro do agronegócio —, MBA em Gestão e Liderança de Pessoas e MBA em Marketing e Vendas. Todo o nosso portfólio é 100% voltado para o agro, com professores experientes no setor e estudos de caso aplicados à realidade do campo. Nosso foco é que o aluno consiga aplicar a teoria no dia a dia, e não apenas estudá-la de forma isolada.
Além disso, oferecemos cursos livres, que abrangem desde crédito de carbono e uso de bioinsumos no controle de pragas e doenças até posicionamento em redes sociais e elaboração de currículos para aumentar visibilidade e oportunidades profissionais.
Mundo Agro: Eles estão disponíveis na plataforma Farm Connection. Quais são e qual a sua expectativa em relação a essa parceria?
Lucas Giordano Paranhos: Todos os nossos cursos — de nível superior, graduações, MBAs, além dos cursos livres e técnicos com carga horária reduzida — estão disponíveis na plataforma Farm Connection. Essa parceria surgiu com um propósito muito positivo. Idealizada por Camila Telles e Bruno Dupin, a Farm Connection conecta diferentes segmentos e pessoas, com o ensino como um de seus pilares. Vejo essa colaboração com grande entusiasmo, pois une nosso alcance no agro à oferta de cursos e capacitações, possibilitando formar profissionais cada vez mais preparados para o setor.
Mundo Agro: O agro tem aberto muitas portas no setor da educação. Profissionais da área estão cada vez mais buscando qualificação e conhecimento para tomar decisões melhores. É um mercado em forte crescimento. Qual é o perfil dos alunos do Futurum? E quais as projeções para os próximos dois anos?
Lucas Giordano Paranhos: O mercado da educação é contínuo, pois sempre haverá a necessidade de se desenvolver e adquirir novos conhecimentos e habilidades. No agro, a situação é a mesma. Fora das universidades tradicionais, poucas instituições oferecem educação de qualidade que realmente agregue valor. A demanda por capacitação é muito maior do que a oferta existente, e essa tendência de crescimento deve se manter. Nosso público majoritário são engenheiros agrônomos com 2 a 5 anos de carreira, que buscam algo a mais para se consolidar, se destacar ou conquistar novas oportunidades.
Mundo Agro: Na sua opinião, qual é o maior desafio do setor de educação voltado ao agronegócio atualmente?
Lucas Giordano Paranhos: O maior desafio da educação voltada para o agronegócio é transformar teoria em prática. Hoje, com fácil acesso a livros, resumos e artigos, adquirir conhecimento não é problema — o difícil é aplicá-lo no dia a dia. Muitas instituições têm bons professores, mas sem experiência real no agro. Nosso propósito é justamente conectar a teoria à prática, mostrando ao aluno situações reais, como o que ocorre quando um representante comercial atende um cliente, ou como lidar com problemas técnicos e novas formulações.
Mundo Agro: Para você, o agro é...?
Lucas Giordano Paranhos: Fabi, para mim, o agro é o presente e o futuro. Não dá para imaginar o Brasil ou a vida — seja na zona rural ou na cidade — sem ele, pois tudo, de alguma forma, depende do agro. Muitas pessoas desconhecem a dimensão do setor, mas ele é fundamental, sempre existirá, se fortalecerá e será necessário, independentemente das circunstâncias políticas ou econômicas. Para mim, o agro é essencial e sempre estará presente.
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