Do descarte ao reaproveitamento: a nova rota dos insumos
Empresa da JBS recicla 7,6 mil toneladas em 2025 e registra alta de 51%

A pressão por eficiência no campo e na indústria está acelerando uma mudança silenciosa no Brasil: o resíduo deixou de ser apenas um passivo ambiental para se tornar ativo econômico. A economia circular, antes tratada como agenda de sustentabilidade, passa a ocupar espaço no centro das decisões operacionais.
Um dos sinais mais claros dessa transição vem da Ambiental, unidade de gestão de resíduos da JBS. Em 2025, a operação reciclou 7,6 mil toneladas de plástico — um salto de 51% em relação ao ano anterior e o maior volume já registrado pela empresa.
“O crescimento no volume de plástico reciclado em 2025 não é somente um indicador ambiental, é eficiência operacional. Conseguimos transformar o que antes era um custo de descarte em um recorde de 4,4 mil toneladas de resina de alta qualidade. Na prática, estamos provando que a economia circular na JBS é um motor de valor, gerando insumos industriais que abastecem desde o setor moveleiro até a construção civil”, explicou Thuany Taves, diretora da Ambiental.
O avanço tem origem na própria operação. Resíduos plásticos de unidades como Friboi, Seara, Swift e Couros, além de materiais como big bags usados no transporte de insumos agrícolas, são reinseridos no ciclo produtivo. O modelo reduz a dependência de matéria-prima virgem e cria uma nova dinâmica de aproveitamento dentro da indústria.
Esse movimento dialoga diretamente com o momento do setor produtivo. Custos elevados, maior rigor regulatório e pressão por práticas sustentáveis estão levando empresas a rever processos. Nesse contexto, reaproveitar materiais não é apenas uma escolha ambiental — é uma decisão econômica.
A tendência é clara: o desperdício tende a se tornar cada vez mais inviável. Em seu lugar, ganha força um modelo em que eficiência, tecnologia e sustentabilidade caminham juntas — e em que o resíduo deixa de ser o fim da linha para voltar ao início do processo.
“Olhar para o plástico é fundamental, mas a gestão ambiental de uma companhia do porte da JBS exige uma visão 360 graus. Ao gerenciarmos 34 mil toneladas de resíduos, do papel ao vidro, passando por itens complexos como baterias, garantimos que nada se perca ou gere passivo. Esse crescimento de 13% reflete nossa capacidade de oferecer uma solução completa, em que 100% do que sai das fábricas tem destino certo e certificado”, ressaltou Thuany.
✅Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp













