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Florestas plantadas ganham protagonismo na produção de alimentos no Brasil

Minas Gerais lidera área de florestas plantadas e amplia ações de fomento ao setor

Mundo Agro|Fabi GennariniOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • As florestas plantadas se tornam essenciais na produção de alimentos e na sustentabilidade no Brasil.
  • Minas Gerais lidera com 2,3 milhões de hectares de florestas plantadas e promove o fortalecimento da cadeia florestal.
  • A madeira de reflorestamento é crucial para a segurança agroalimentar, sendo usada em diversas etapas da produção.
  • A silvicultura representa 22% das florestas plantadas no Brasil, gerando emprego e protegendo a vegetação nativa.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Setor florestal alia produtividade, sustentabilidade e segurança agroalimentar Foto cedida: Alexandre Amaral/Emater-MG

As florestas plantadas têm assumido um papel cada vez mais estratégico na produção de alimentos no Brasil. Muito além da celulose, do papel e do carvão vegetal, a silvicultura se consolida como fonte de energia limpa e insumo produtivo essencial para a agroindústria, contribuindo diretamente para a segurança alimentar e para a sustentabilidade da produção.

Em Minas Gerais, estado que concentra a maior área de florestas plantadas do país, com cerca de 2,3 milhões de hectares, o fortalecimento da cadeia florestal é prioridade do governo estadual.


Por meio da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), ações vêm sendo desenvolvidas para ampliar as chamadas “florestas produtivas”, especialmente em áreas de pastagens degradadas, conciliando produção e recuperação ambiental.

Silvicultura se consolida como elo estratégico entre campo, indústria e alimento Foto cedida: Alexandre Amaral/Emater-MG

A madeira de reflorestamento é fundamental para garantir a segurança agroalimentar. “Muitos alimentos que chegam à mesa do consumidor dependem da madeira em alguma etapa do processo produtivo, seja como fonte de energia ou como insumo”, disse Taiana Arriel, superintendente de Fomento Florestal da Seapa.


O uso do cavaco de eucalipto e da lenha como biomassa tem crescido especialmente em laticínios, granjas, frigoríficos, fábricas de ração e unidades de beneficiamento.

Esses materiais são empregados no aquecimento de caldeiras, pasteurização do leite, secagem de grãos, esterilização de equipamentos e climatização de aviários, substituindo combustíveis fósseis e reduzindo as emissões de carbono.


No campo, a madeira também é utilizada como cobertura de solo, no controle da erosão e na manutenção da umidade, além de ter papel importante no bem-estar animal. Em granjas e estábulos, o cavaco é empregado como cama, garantindo conforto térmico, higiene e melhor desempenho produtivo.

Avicultura, laticínios e frigoríficos estão entre os principais consumidores Foto cedida: Alexandre Amaral/Emater-MG

A avicultura é um dos segmentos que mais demandam madeira de florestas plantadas. Na região Centro-Oeste de Minas, agroindústrias utilizam a lenha de reflorestamento para aquecer aviários, especialmente nas primeiras semanas de vida das aves. A crescente demanda evidencia a importância do setor florestal e reforça a necessidade de políticas públicas voltadas ao seu fortalecimento.


Com presença em 811 dos 853 municípios mineiros, a silvicultura é hoje a maior cultura agrícola do estado e responde por 22% das florestas plantadas do Brasil.

Além de impulsionar a economia e gerar empregos, o setor protege extensas áreas de vegetação nativa e se consolida como um pilar para o desenvolvimento sustentável da agroindústria e da produção de alimentos no país.

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