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Fundação Bunge celebra 70 anos premiando cientistas e jovens talentos da ciência brasileira

Cerimônia em São Paulo reuniu 300 pessoas e marcou também os 120 anos da Bunge no Brasil

Mundo Agro|Fabi GennariniOpens in new window

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Rossano de Angelis Jr., Country Manager da Bunge Foto: Arquivo pessoal

A Fundação Bunge homenageou, nesta semana, em São Paulo, cinco cientistas que desenvolvem soluções inovadoras nas ciências agrárias — de pesquisas para apoiar a produção de alimentos à valorização de conhecimentos ancestrais voltados à conservação do planeta.

A cerimônia de premiação reuniu cerca de 300 pessoas na Casa Fasano e celebrou não apenas os 70 anos da Fundação, mas também os 120 anos da Bunge no Brasil.


“A Fundação nasce do desejo da Bunge de promover a ciência no Brasil, sem negligenciar a diversidade, que faz do nosso país múltiplo e único ao mesmo tempo. Só chegamos aos 70 anos porque sempre soubemos conjugar nossa essência com as transformações da sociedade. Hoje, atuamos nos eixos da economia de baixo carbono e da inclusão de pessoas no mercado de trabalho. É uma honra, em pleno 2025, celebrar o Prêmio com homenagens a pesquisadores que desenvolvem trabalhos em contextos tão diversos”, afirmou Cláudia Buzzette Calais, diretora-executiva da Fundação Bunge.

Cláudia Buzzette Calais, diretora-executiva da Fundação Bunge, com Dzoodzo Baniwa, um dos homenageados Foto cedida: Keiny Andrade

Rossano de Angelis Jr., Country Manager da Bunge, enfatizou a integração entre empresa e Fundação: “A Fundação é um pilar fundamental para a Bunge. Nos últimos três anos, começamos a refletir sobre como torná-la ainda mais próxima. Construímos uma história em que o propósito do negócio também se desdobra na estratégia da Fundação. Assim, chegamos a uma instituição fortalecida, atuando em projetos de inclusão produtiva, diversidade, direitos humanos e em soluções para promover a descarbonização no agronegócio.”


Segundo ele, a premiação “é importante porque marca a ciência, o conhecimento — aquilo que movimenta o nosso agronegócio. Sem a ciência, jamais poderíamos ter chegado até aqui. Hoje falamos de tecnologia e de milhões de outras possibilidades que permitem nosso desenvolvimento estratégico. O mais bacana da premiação é reconhecer tanto cientistas consagrados quanto jovens talentos. É nessa mescla que acreditamos: inovação e tecnologia caminhando junto com a sabedoria”, disse Rossano.

Andrea Marquez, presidente do Conselho Administrativo da Fundação Bunge, salientou a relevância da trajetória institucional: “Estamos celebrando duas coisas muito importantes que se entrelaçam: 70 anos de uma Fundação em prol da ciência no Brasil e uma empresa presente há 120 anos. Desde 1955, a Fundação foi criada para estreitar a relação da companhia com o país e contribuir com a ciência. Isso foi muito inovador e nunca deixou de lado a diversidade cultural e humana, que faz do Brasil um território tão plural e vibrante.”


Ela também destacou a atuação em projetos sociais e ambientais: “Pensamos que a integração entre grandes produtores, agricultores familiares e povos tradicionais era possível. Foi assim que começamos a desenvolver projetos que se tornaram um marco na Fundação. A eficiência produtiva, a sustentabilidade no longo prazo e a segurança alimentar são pilares que orientam nossa atuação. Segurança alimentar é o mínimo que um país precisa para continuar crescendo. Estar aqui hoje é dar continuidade a um legado que começou há muito tempo”, comentou Andrea.


Thieres George Freire da Silva, Elizângela Aparecida dos Santos, Ygor Jessé Ramos e Dzoodzo Baniwa Foto cedida: Fundação Bunge

Na categoria “Vida e Obra”, foi homenageado Thieres George Freire da Silva, professor associado da área de Agrometeorologia da Universidade Federal Rural de Pernambuco. Já na categoria “Juventude”, a premiada foi Elizângela Aparecida dos Santos, professora adjunta da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (MG). Ambos foram reconhecidos pelo tema “Gestão do risco climático na produção de alimentos”.

Também receberam destaque Dzoodzo Baniwa, educador, pesquisador e liderança indígena do povo Baniwa, e Ygor Jessé Ramos, professor adjunto do Departamento de Medicamentos da Faculdade de Farmácia da Universidade Federal da Bahia, com o tema “Saberes e práticas dos povos tradicionais e sua importância para a conservação dos recursos naturais”.

Os premiados receberam valores entre R$ 80 mil e R$ 200 mil.

Inspirado no Nobel, o Prêmio Fundação Bunge chega à sua sétima década mantendo o papel de incentivar a inovação e a disseminação do conhecimento, além de reconhecer profissionais que contribuem para o desenvolvimento científico no Brasil e estimular novos talentos.

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