Integração entre soja e abelhas avança no Sul e mostra ganhos de produtividade e renda
Projeto da BASF promove capacitação e evidencia benefícios econômicos e ambientais da integração
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A integração entre apicultura e sojicultura começa a se consolidar como uma estratégia relevante para o agro brasileiro.
Em São Gabriel (RS), produtores participaram de um encontro técnico que evidenciou como a convivência planejada entre lavouras e colmeias pode gerar ganhos simultâneos de produtividade, renda e sustentabilidade.
A iniciativa faz parte do projeto Mel de Florada de Soja do Pampa Gaúcho, que reúne apicultores e sojicultores em torno de boas práticas de manejo e uso responsável de tecnologias no campo. Mais do que capacitação, o encontro reforçou um ponto central: a necessidade de comunicação e coordenação entre os diferentes elos da produção.
“Não basta apenas produzir soja e ter colmeias no local, é preciso interação e troca de informações. Hoje, trabalhamos com ferramentas digitais para que o produtor informe suas aplicações de defensivos. Assim, o apicultor pode tomar as providências necessárias para proteger as colmeias. Com isso, criamos um processo de ganha-ganha, com mais mel para o apicultor e mais produtividade para o agricultor por meio da polinização das flores”, explicou Maurício do Carmo Fernandes, gerente de Stewardship e Sustentabilidade da BASF Soluções para Agricultura.
Na prática, a presença de abelhas nas áreas de cultivo tem demonstrado impacto direto na produtividade da soja, com incrementos médios entre 10% e 20%. Ao mesmo tempo, os apicultores registram ganhos expressivos na produção de mel, especialmente durante o período de florada, com volumes muito acima da média nacional.
“Na cultura da soja, temos observado aumento médio entre 10% e 20% na produtividade, podendo superar os 20% em alguns casos. Já na apicultura, a média brasileira é de cerca de 19 quilos de mel por caixa ao ano. Os apicultores que trabalham conosco nesses projetos de integração com soja conseguem coletar entre 120 e 130 quilos, sendo a metade durante a floração da soja. É um ganho espetacular”, completou Décio Gazzoni, pesquisador da Embrapa Soja.
O avanço desse modelo também passa pelo uso de ferramentas digitais e protocolos de aplicação que permitem maior previsibilidade e segurança, reduzindo riscos às colmeias e garantindo a eficiência das lavouras. Trata-se de uma mudança de abordagem: sair de uma lógica de coexistência passiva para uma integração ativa e planejada.
Além dos ganhos econômicos, a iniciativa dialoga com uma agenda cada vez mais presente no agro global — a de conciliar produtividade com conservação da biodiversidade. A proteção dos polinizadores, nesse contexto, deixa de ser apenas uma pauta ambiental e passa a ser um fator produtivo.
O projeto ainda incorpora ações de recomposição ambiental e fortalecimento da pastagem apícola, ampliando seu impacto no território. Ao integrar ciência, tecnologia e cooperação entre produtores, a experiência no Pampa Gaúcho sinaliza um caminho possível para outras regiões do país.
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