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Kaézia e a força feminina na nova cafeicultura

Com raízes profundas na terra e os olhos voltados para o futuro, Kaézia transforma a tradição da família em inovação, tecnologia e protagonismo feminino no agronegócio

Mundo Agro|Fabi GennariniOpens in new window

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Kaézia explicando sobre a cafeicultura durante a expedição Regenera Nescafé Plan Foto: Arquivo pessoal

Em meio ao aroma do café e às lembranças de família, Kaézia Bianchini ressignifica a cafeicultura brasileira ao unir tradição, tecnologia e propósito.

Filha e neta de produtores, ela desafiou estigmas ao assumir a fazenda com a missão de modernizar processos, valorizar a mão de obra e abrir espaço para outras mulheres no agro.


Nesta entrevista, Kaézia compartilha sua trajetória, os desafios enfrentados e sua visão para um futuro mais inclusivo, conectado e sustentável na produção de café conilon especial.

Kaézia Bianchini, produtora de café conilon no Espírito Santo

Essa viagem, a convite da Nescafé, ao Espírito Santo foi uma experiência única. Conhecer Kaézia e sua família foi especial. Cássio, pai de Kaézia e de Kiki, é viveirista de mudas de café e transmitiu sua paixão pelas lavouras para as filhas. Ambas foram para a cidade, estudaram, e depois decidiram voltar para a fazenda. Juntas, em família, revolucionaram a produção de café.


Viveiro de mudas de café na fazenda da Kaézia Foto: Arquivo pessoal

O viveiro que antes abrigava 330 mudas passou para 600 e, hoje, já conta com impressionantes 1 milhão de mudas. A tecnologia é a grande aliada nesse processo: das planilhas financeiras ao mapeamento de cada pé de café — tudo é catalogado. E não para por aí: o sistema de irrigação também é automatizado. Com um clique, é possível monitorar temperatura, irrigação e outros dados em tempo real.

A fazenda da família Bianchini é uma das 2.200 propriedades fornecedoras de café para a Nescafé. E Kaézia é uma das protagonistas da campanha Fazedores Nescafé — sua imagem está estampada nas embalagens do café solúvel da marca.


Kaézia é uma das estrelas da campanha Nescafé Foto: Arquivo pessoal

Vem comigo e acompanhe essa jornada inspiradora pelo programa Regenera, do Nescafé Plan.

Mundo Agro: Kaézia, antes de mais nada, preciso dizer que fiquei encantada com a sua história e com todo o conhecimento que você compartilhou conosco. Para começar: o que é o café para você?


Kaézia Bianchini: O café é uma reunião. Ele permite que a gente escute o outro, que convide alguém para celebrar, para conversar. O café reúne, aproxima. Ele tem esse poder de criar conexão.

Mundo Agro: Ao longo da conversa, você mencionou sua família, seu pai, seus avós... Como essa história te trouxe até a cafeicultura?

Kaézia Bianchini: A cafeicultura tinha um estigma muito forte — era vista como algo pesado, degradante, e que não era lugar para mulheres. Mas meu pai sempre foi muito tecnológico, sempre acreditou em inovação. Quando conversamos, ele me deu carta branca para fazer mudanças na fazenda. Foi aí que vi a oportunidade de ser uma mulher no agro e fazer a diferença.

Mundo Agro: E hoje, qual é o maior desafio que você enfrenta no setor?

Kaézia Bianchini: O maior desafio é a mão de obra. O setor agropecuário ainda precisa valorizar mais os trabalhadores. Precisamos de parceiros, como a Nescafé, para viabilizar cursos, trazer tecnologia, novas soluções. O campo está se transformando — hoje, o trabalhador rural precisa entender de implementos, manutenção, planilhas, dados. É uma nova era da cafeicultura, mais tecnológica e especializada.

Mundo Agro: E vocês já utilizam inteligência artificial na fazenda?

Kaézia Bianchini: Sim, já utilizamos. Principalmente nas áreas de irrigação e adubação. A tecnologia tem ajudado muito a otimizar o uso de recursos e melhorar nossa produtividade.

Mundo Agro: E quando você olha para o futuro, o que espera para os próximos cinco anos?

Kaézia Bianchini: Eu espero que todo mundo tenha a oportunidade de provar o café conilon especial. É um produto incrível, com muito potencial. E também quero continuar compartilhando conhecimento, incentivando outras mulheres a entrarem no agro. O meu propósito passa pela fazenda, mas vai além dela.

Mundo Agro: Você se vê longe da fazenda um dia?

Kaézia Bianchini: Sim, me vejo. Hoje, é possível controlar tudo pelo celular. Mas, mais do que isso, quero levar esse aprendizado adiante, inspirar outras mulheres, compartilhar essa paixão e visão. A fazenda é um ponto de partida, mas o propósito é maior. O café é uma reunião. Ele permite que a gente escute o outro, que convide alguém para celebrar, para conversar. O café reúne, aproxima. Ele tem esse poder de criar conexão.

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