Maior operação contra sementes piratas no Brasil apreende 3 mil toneladas no RS
Prejuízo estimado em R$ 35 milhões; segundo a CropLife, pirataria causa perdas de R$ 10 bilhões por ano à agricultura brasileira

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul, em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e a Secretaria da Agricultura do Estado (SEAPI/RS), deflagrou a maior operação já registrada no Brasil contra a pirataria de sementes.
A ação, chamada Semente Segura II, resultou na apreensão de 3 mil toneladas de sementes irregulares, principalmente de soja, avaliadas em R$ 35 milhões.
A operação mobilizou 64 policiais civis, 20 fiscais do MAPA e 21 fiscais estaduais, passando por 14 municípios gaúchos entre os dias 26 e 29 de agosto.
Além das apreensões, uma empresa foi autuada por operar uma aeronave agrícola sem registro no MAPA, e produtores foram flagrados com defensivos ilegais ou mal armazenados, com risco à saúde pública e ao meio ambiente.

Segundo a CropLife Brasil, entidade que representa empresas de sementes e defensivos, a pirataria de sementes de soja representa um prejuízo anual de R$ 10 bilhões no país — só no Rio Grande do Sul, as perdas somam R$ 1,1 bilhão por ano. Estudo da consultoria Céleres aponta que sementes ilegais ocupam cerca de 11% da área plantada com soja no Brasil.
Essas sementes, produzidas fora do sistema legal, não têm controle genético nem sanitário, o que compromete a produtividade, estimula a proliferação de pragas e enfraquece a inovação no setor. Além disso, expõem agricultores a sanções legais e prejudicam a imagem do agronegócio nacional.
“Pirataria de sementes é um tema grave para a cadeia produtiva do agro. É preciso fomentar novas condutas por parte dos produtores, como boas práticas agrícolas e uso de sementes certificadas. Fiscalização constante por parte do poder público e punição conforme a legislação para quem persistir na prática dessa atividade ilegal é fundamental para mitigar o problema. Por isso, a CropLife Brasil contribui na capacitação de agentes fiscalizadores para a identificação e apreensão de insumos ilegais, assim como promove a destinação final e ambientalmente correta dos insumos ilegais apreendidos. É um trabalho em conjunto entre indústria e poder público”, disse Nilto Mendes, gerente de Combate a Produtos Ilegais na CropLife Brasil.
A entidade também reforça a importância do engajamento da sociedade no combate ao mercado ilegal e mantém um canal de denúncias anônimas para apoiar esse trabalho.
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