Manejo integrado avança na Mantiqueira
Piracaia (SP) e Pouso Alto (MG) se tornam pioneiros ao implementar estratégias sustentáveis contra incêndios
Um ano após a criação da Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo (PNMIF), Piracaia (SP) e Pouso Alto (MG), dois municípios que ocupam áreas de grande importância ambiental e hídrica, deram um passo inédito.
A atuação da TNC Brasil combina ciência, políticas públicas e ação local. Em parceria com governos, empresas, universidades e comunidades, a organização promove soluções que conectam conservação da biodiversidade, segurança hídrica e adaptação climática.
Os projetos de Piracaia e Pouso Alto se somam a iniciativas da TNC em diversas regiões do país, reforçando o protagonismo local na conservação dos ecossistemas brasileiros.
Os planos de manejo para reduzir riscos de ocorrência incêndios florestais sobre áreas em processo de recuperação e áreas de mananciais chegam em um momento estratégico, às vésperas do período de estiagem, quando o risco de incêndios aumenta significativamente.
O objetivo não é apenas ampliar a capacidade de resposta a incêndios florestais, mas também promover a redução de riscos, a recuperação de áreas atingidas, a pesquisa científica e o envolvimento da sociedade civil, população rural e poder público na convivência mais consciente com o fogo.
“Nesses territórios, onde a vegetação nativa é mais sensível ao fogo, buscamos implementar ações integradas para reduzir o risco de incêndios e preservar áreas em regeneração,” disse Vinicius De Zorzi, especialista da TNC Brasil.
Os planos contam com o envolvimento de prefeituras, brigadas florestais, instituições estaduais, defesa civil, comunidades locais e organizações da sociedade civil.
Entre as ações previstas estão: fortalecimento de brigadas, monitoramento com câmeras, emissão de alertas em áreas rurais, criação de planos operacionais de combate a incêndios em propriedades rurais e revisão de políticas municipais. As medidas serão implementadas em ciclos monitorados pelos próximos quatro anos.

A iniciativa também busca reposicionar o fogo não apenas como ameaça, mas como ferramenta ecológica. Em determinadas condições e com planejamento adequado, o uso controlado do fogo pode beneficiar processos de restauração ambiental.
De acordo com o MapBiomas, o Brasil liderou em 2024 o ranking global de queimadas, com mais de 30 milhões de hectares atingidos — área maior que a da Itália.
“O manejo integrado propõe o uso estratégico do fogo como ferramenta de conservação, ao invés de tratá-lo exclusivamente como ameaça. Essa mudança de paradigma é essencial para enfrentar os desafios crescentes das mudanças climáticas, da degradação ambiental e da insegurança hídrica”, concluiu De Zorzi.
✅Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp














