Moda country cresce com foco e curadoria e tendências no setor
Com raízes no Texas e alma brasileira, o estilo country se reinventa com personalidade, inclusão e muito estudo de moda

A moda country não se resume apenas num bom jeans, camisa, cinto, chapéu e uma bota. No dia a dia, na fazenda, na lida, pode ser qualquer coisa. Mas é no rodeio? Nos leilões? Nas exposições e eventos?
Quando eu participei do evento do Ranch Sorting, no Haras EFI, em Itu, até os participantes da prova estavam na estica - como a gente costuma falar. E, a partir daí, eu comecei a reparar no vestuário e origem dos produtos dessa moda country.
Como amanhã e sexta-feira acontece o GAFFFF — Global Agribusiness Festival — no Allianz Parque, eu fui até Jaguariúna, no interior de São Paulo, para saber mais sobre o estilo e preparar um look para o evento, acompanhado por três experts no assunto.

Mundo Agro: A curadoria de moda country está super em alta. Por que você acha que as pessoas estão buscando esse tipo de orientação?
Karina Marion: Porque cada pessoa tem um corpo, um estilo, uma proposta. E nem sempre é fácil encontrar peças que valorizem tudo isso sozinhas. Aqui, a gente ajuda a identificar o que funciona — como aconteceu comigo hoje, por exemplo. Cheguei com uma ideia e a equipe encontrou meu estilo rapidinho.
Mundo Agro: Como funciona esse trabalho de curadoria?
Silvia Arruda: É muito mais do que escolher roupas. Envolve estudo de moda, estar antenado com as tendências, tanto no Brasil quanto lá fora. A Karina é a alma do nosso trabalho aqui. Ela participa desde a compra até a venda. Isso faz toda a diferença.
Mundo Agro: A moda country ainda é muito tradicional ou tem se aberto para novas influências?
Silvia Arruda: A gente saiu da caixinha. Não ficamos só na bota e no jeans clássico. A curadoria traz referências de passarelas, de outras culturas e estilos. Misturamos brilho, textura, tribal, boho... Tudo que conversa com o universo country, a gente adapta e incorpora.
Mundo Agro: O que tem vindo com força do exterior?
Karina Marion: Com certeza os chapéus, o estilo de botas e o couro usado nas peças. Os Estados Unidos, especialmente o Texas, ainda são uma grande influência. Estampas também estão muito em alta, inclusive o tribal e o boho.
Mundo Agro: E sobre cores? Quais estão dominando a estação?
Karina Marion: Marrom está com tudo, assim como o verde. E a combinação marrom com preto também está aparecendo bastante. A gente vê isso nas roupas e também na personalização de chapéus.
Mundo Agro: Personalização é uma tendência?
Eduardo Lacerda: Total. Aqui a gente personaliza chapéus com bandas, tecidos, cores diferentes... Isso valoriza o estilo de cada um. É o seu toque na peça, sabe? Está super em alta.
Mundo Agro: A moda country atende todos os tipos de corpos?
Silvia Arruda: Sim! A gente trabalha com peças que valorizam diferentes silhuetas. Calças mais larguinhas, camisas confortáveis. Tudo pensando no conforto e em deixar a pessoa se sentindo bem — seja para montar, ir ao rodeio ou só curtir o dia.
Mundo Agro: Eduardo, você é headshaker. Como começou nesse universo?
Eduardo Lacerda: Comecei sozinha, mexendo, pesquisando vídeos. Depois tive alguns contatos e aprendi mais. Já estou aqui no GA há dois anos, na minha segunda passagem.
Mundo Agro: E os chapéus? Tem muita diferença de qualidade?
Eduardo: Tem sim. Os chapéus de pelo, por exemplo, são bem mais nobres. O valor varia conforme a porcentagem de pelo. Um chapéu 20X pode custar R$ 5.000 ou R$ 6.000. Um de 1.000X chega a R$ 25.000. Esses mais caros geralmente são importados.
Mundo Agro: Qual o perfil do público de vocês?
Silvia Arruda: Na loja física, é bem dividido entre homens e mulheres. Mas no online, o público feminino domina — cerca de 90% das compras são feitas por mulheres. A moda country feminina está super forte!
Veja no vídeo abaixo a minha visita à GA Store.
E nesse vídeo, o Eduardo mostra detalhes do meu novo chapéu.
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