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Morango do Amor movimenta milhões e reinventa as padarias de São Paulo

Rui Gonçalves conta como um doce artesanal conquistou o público, impulsionou vendas e reforçou a força criativa da panificação paulistana

Mundo Agro|Fabi GennariniOpens in new window

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Casquinha de sucesso: os bastidores do doce que conquistou os paulistanos Foto cedida: Sampapão

Um doce artesanal de aparência simples e sabor irresistível invadiu as redes sociais, as confeitarias e padarias.

O “Morango do Amor” virou símbolo de desejo, memória afetiva e oportunidade de negócios.


Nesta entrevista ao Mundo Agro, Rui Gonçalves, presidente do Sampapão, explica como a tendência viral se transformou em faturamento milionário, detalha os segredos técnicos da receita e antecipa novas criações que prometem surpreender os clientes.

Rui Gonçalves, presidente do Sampapão (Sindicato e Associação dos Industriais de Panificação e Confeitaria de São Paulo) Foto cedida: Sampapão

Mundo Agro: O que explica o sucesso tão rápido do “Morango do Amor” nas padarias de São Paulo?


Rui Gonçalves: O sucesso do “Morango do Amor” é uma combinação perfeita de três fatores: a força das redes sociais, que criaram um desejo instantâneo; a memória afetiva, pois é um doce que remete a momentos felizes da nossa cultura; e, principalmente, a agilidade e a capilaridade do nosso setor. A padaria é o ponto de encontro do bairro, um lugar de confiança. Nossos empresários, que estão sempre atentos, souberam capturar essa onda e trazer o doce para o dia a dia do paulistano com uma qualidade artesanal incrível. Em poucos dias, o que era uma tendência virtual virou uma realidade deliciosa no balcão de milhares de padarias. Isso mostra a força da panificação paulistana.

Mundo Agro: Quais os principais desafios na produção desse doce, que tem uma técnica artesanal?


Rui Gonçalves: Ele parece simples, mas é pura técnica, um verdadeiro teste para um bom confeiteiro. O primeiro desafio é o ponto do brigadeiro branco; ele precisa ser firme o suficiente para envolver a fruta, mas sem ficar duro ou açucarado. Depois, o morango precisa estar perfeito: maduro, mas firme, e absolutamente seco. Qualquer umidade compromete a aderência do creme e a crocância da casca. Mas o grande segredo, o “pulo do gato”, está na calda de caramelo. Atingir o ponto exato de “bala dura”, aquela temperatura precisa de 145°C, é o que garante a casquinha vítrea e brilhante que quebra na mordida. É um processo que exige muita precisão e não permite erros, por isso a produção é naturalmente mais limitada e tão valorizada.

Mundo Agro: Qual o impacto econômico desse fenômeno para o setor de panificação? Já pensam em fazer com alguma outra fruta?


Rui Gonçalves: O impacto é gigantesco. Nossa estimativa de um faturamento potencial de R$ 360 milhões em um único mês com um só produto mostra a força do nosso setor. Mais importante que o número, é a prova de que a padaria moderna é um centro de inovação e oportunidades, capaz de criar novas e significativas fontes de receita para além do pão.

Sobre outras frutas, com certeza já estamos de olho no futuro! (risos). O morango é o clássico, mas o brasileiro é criativo. Já vi padarias testando com uva, que é outra combinação fantástica. Quem sabe não vemos por aí um “Kiwi do Amor” ou até uma versão com physalis, para um toque mais gourmet? A panificação paulistana não para de inovar, e o que posso garantir é que sempre teremos novidades deliciosas para surpreender nossos clientes.

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